tendinite de Quervain dor no polegar e punho tratamento Perdizes São Paulo

Dor na Base do Polegar ao Segurar Objetos: Causas e Tratamento em SP

Fernanda acabara de completar cinco meses de maternidade quando a dor começou. Não foi um trauma, não foi uma queda. Ela simplesmente acordou uma manhã e percebeu que pegar a filha pelo lado, com os polegares apontados para cima, causava uma dor aguda na parte lateral do punho. No início, ela pensou que era o cansaço do bebê. Depois de duas semanas, a dor havia piorado ao ponto de não conseguir abrir a garrafa de água com uma mão só. Quando foi ao ortopedista, em Perdizes, ouviu pela primeira vez o nome: tenossinovite de De Quervain.

A história de Fernanda se repete todo mês nos consultórios de ortopedia do Brasil. A tendinite de Quervain, como é popularmente conhecida, afeta predominantemente mulheres, com incidência 4,7 vezes maior do que em homens segundo dados do Journal of Hand Surgery (Strom et al., 2021, banco de dados nacional americano). O pico de prevalência ocorre na 4ª e 5ª décadas de vida, e mães no pós-parto formam um dos grupos de maior risco documentado: estudo caso-controle publicado no PMC (Cavaleri et al., 2023, n=693 mulheres) mostrou que primigestas têm 2,23 vezes mais risco de desenvolver a condição, com início médio dos sintomas aos 5,4 meses pós-parto.

No Brasil, a tenossinovite de De Quervain está listada no Anexo II do Decreto 3.048/99 da Previdência Social como doença do trabalho, reconhecida entre as LER/DORT. Secretárias, digitadores e trabalhadores da área de tecnologia da informação figuram entre os grupos ocupacionais de maior prevalência segundo a Instrução Normativa INSS nº 98.

A boa notícia: a tendinite de Quervain tem tratamento eficaz e, na maioria dos casos, sem cirurgia. O que determina o resultado é o diagnóstico correto e a escolha certa do tratamento para cada fase da condição.

POR QUE A BASE DO POLEGAR DÓI EXATAMENTE ALI?

No lado radial do punho, a estiloide do rádio, há um túnel fibroso chamado de primeiro compartimento extensor dorsal. Por dentro desse túnel passam dois tendões do polegar: o abdutor longo do polegar (APL) e o extensor curto do polegar (EPB). A função deles é, respectivamente, afastar o polegar e estendê-lo, dois movimentos que ocorrem dezenas de vezes por dia em atividades tão simples quanto segurar um copo, virar uma chave ou apoiar uma criança.

Quando esses tendões são sobrecarregados por movimentos repetitivos de pinça com desvio ulnar do punho, a bainha sinovial que os envolve dentro do túnel fica inflamada e espessada. O resultado é uma estenose funcional: os tendões passam com dificuldade pelo espaço reduzido, gerando atrito, dor e, em casos avançados, limitação do movimento do polegar. Esse processo é chamado de tenossinovite estenosante.

Um detalhe anatômico que tem impacto clínico direto: em 25 a 34% das pessoas, há um septo que divide o compartimento em dois sub-compartimentos, separando os dois tendões. Quando esse septo está presente, a liberação cirúrgica precisa identificar e abrir os dois lados para evitar falha de tratamento. O ultrassom pré-operatório ajuda a identificar essa variação antes da cirurgia.

A tendinite de Quervain não é uma inflamação simples que passa com repouso e anti-inflamatório. Sem tratamento adequado, pode se tornar crônica e limitar progressivamente a função da mão dominante.

QUEM COSTUMA TER ESSA DOR E POR QUÊ

A incidência geral da tenossinovite de De Quervain é de 0,94 por 1.000 pessoas-ano segundo dados do NIH/StatPearls, com prevalência estimada de 1,3% nas mulheres e 0,5% nos homens. Mas dentro de grupos específicos, esses números sobem.

Mães recentes são o grupo de risco mais documentado. O estudo de Cavaleri et al. (2023) identificou que gestações acima de 40 semanas elevam o risco em 5,81 vezes (OR = 5,81; IC 95%: 3,29-10,28). O mecanismo é direto: amamentar exige que a mãe sustente a cabeça do bebê com o punho em hiperflexão e desvio ulnar, posição que comprime os tendões do polegar repetidamente a cada mamada, horas por dia.

Trabalhadores com movimentos repetitivos do polegar compõem o segundo grupo de risco. Digitadores, caixas de supermercado, costureiros e músicos que usam instrumentos de cordas têm exposição ocupacional documentada. A Instrução Normativa INSS nº 98 descreve o mecanismo como "movimentos de estabilização do polegar seguidos de desvio ulnar do punho" como caracterizadores da doença do trabalho.

Mulheres na menopausa também aparecem com frequência nas séries clínicas, possivelmente pela influência hormonal sobre a qualidade do colágeno tendinoso e da lubrificação das bainhas. Pessoas acima de 40 anos têm incidência de 2,0 por 1.000 pessoas-ano, mais que o triplo da incidência em pessoas abaixo de 20 anos (0,6 por 1.000 pessoas-ano), segundo StatPearls/NCBI.

Recepção da SUORT Clínica Integrada em Perdizes São Paulo — ortopedista mão e punho

QUANDO SUSPEITAR E COMO O ORTOPEDISTA CONFIRMA

A dor da tendinite de Quervain tem localização característica: começa na face lateral do punho, onde se sente a estiloide do rádio, e pode irradiar para o polegar ou subir pelo antebraço. Os movimentos que reproduzem a dor com mais consistência são:

  • Segurar e levantar um bebê pelas axilas, com os polegares apontados para cima
  • Torcer uma toalha molhada ou abrir potes com tampa giratória
  • Fazer pinça firme com polegar e indicador (segurar caneta, prendedor de roupa)
  • Virar a chave na fechadura ou girar a maçaneta
  • Digitar no celular segurando-o com os polegares
  • Puxar para dentro o desvio ulnar do punho (como ao descer escadas com apoio no corrimão)

O diagnóstico é clínico. O exame físico mais utilizado é o Teste de Finkelstein: o paciente fecha o punho sobre o polegar e o examinador desvia o punho em direção ao quinto dedo. A reprodução da dor no lado do rádio é positiva para tenossinovite de Quervain. Mas o teste tem limitações importantes: estudo de validade publicado no OAText mostrou que 46,7% de indivíduos saudáveis apresentam o teste positivo na mão direita, o que significa alta taxa de falsos positivos. O ortopedista usa o Finkelstein como ponto de partida, não como diagnóstico definitivo.

O ultrassom musculoesquelético confirma o diagnóstico com mais precisão: permite visualizar o espessamento da bainha, derrame sinovial dentro do compartimento, a presença do septo anatômico divisório e o grau de compressão dos tendões. Também orienta a infiltração com precisão quando essa é a conduta escolhida. "O ultrassom dinâmico mostra o tendão se movendo em tempo real", explica o Dr. Sérgio Rovinski, ortopedista da SUORT, formado pela UNIFESP e especializado em cirurgia do membro superior pela SBCOC. "A ressonância tira uma foto estática. O ultrassom mostra o filme. Para tendões que se movem o tempo todo, isso faz diferença no diagnóstico."

Essa distinção que o Dr. Sérgio descreve é especialmente relevante para identificar se a bainha está de fato estenosada ou se o tendão consegue deslizar com mínimo esforço. No caso da tenossinovite de Quervain, a estenose aparece no ultrassom dinâmico como um "bloqueio" do movimento tendinoso na passagem pelo compartimento.

O QUE RESOLVE SEM PRECISAR DE CIRURGIA

A tendinite de Quervain responde bem ao tratamento conservador quando o diagnóstico é feito cedo. As principais opções são:

Imobilização com órtese do polegar e do punho reduz a tensão sobre os tendões e permite a recuperação da bainha inflamada. Funciona melhor nas fases iniciais. Estudos mostram que a órtese isolada resolve o problema em cerca de 19% dos casos quando usada sem outras intervenções, taxa que sobe muito quando combinada com infiltração.

Infiltração com corticoide e anestésico é o tratamento conservador de maior eficácia documentada. Ensaio clínico randomizado publicado no BMC Musculoskeletal Disorders (Peters-Veluthamaningal et al., 2009) mostrou taxa de resposta de 78% no grupo tratado com triancinolona, contra 25% no grupo placebo, com NNT de 2. Banco de dados nacional americano (Strom et al., Journal of Hand Surgery, 2021, n=larga escala) registrou sucesso de 71,9% com a primeira infiltração e 73,4% com até duas. Quando a infiltração é combinada com gessamento (thumb spica cast), a taxa de resolução sobe para 93%. Na SUORT, a infiltração é guiada por ultrassom para garantir que a agulha entre exatamente dentro do compartimento, não ao redor dele.

Fisioterapia tem papel importante tanto no tratamento conservador quanto na prevenção de recorrências. Exercícios de deslizamento tendinoso, mobilização neural e fortalecimento progressivo dos músculos do polegar após a fase aguda reduzem a chance de retorno dos sintomas. Estudo de caso publicado no PMC (PMC4594817, 2015) mostrou resolução completa sem recorrência a 6 meses com fisioterapia multimodal incluindo técnica de Graston e treino excêntrico.

O repouso relativo é necessário mas não total. Parar completamente as atividades não é viável para mães que precisam cuidar de um bebê. O que o ortopedista orienta é a modificação da forma de pegar a criança, usando as duas mãos com o polegar estendido ao lado dos dedos, evitando a posição de pinça com polegar em abdução que é o principal fator de sobrecarga. "Identificar o gesto agressor e ensinar o paciente a fazer diferente é parte do tratamento", diz o Dr. Sérgio Rovinski. "Ortopedista que manda só 'repousar o polegar' está sendo simplista com quem tem um bebê de três meses em casa."

QUANDO A CIRURGIA É A SAÍDA E O QUE ACONTECE NO PROCEDIMENTO

A cirurgia é indicada quando duas ou três infiltrações e pelo menos 6 meses de tratamento conservador adequado não resolveram o problema. Isso representa uma minoria dos casos. O procedimento é a liberação aberta do primeiro compartimento extensor dorsal: uma incisão de 2 a 3 cm sobre a estiloide do rádio permite abrir a bainha fibrosa e liberar os tendões presos.

Os resultados são excelentes. Estudo com 80 casos e seguimento médio de 9,5 anos (ScienceDirect, 2018) confirmou resultados funcionais mantidos no longo prazo. Série cirúrgica publicada no Clinics in Orthopedic Surgery (CIOS, 2014, n=67 pacientes) registrou 97% de satisfação, com o escore QuickDASH caindo de 50 para 9,1 pontos. Taxa de complicações geral em meta-análise (PMC9076451, 2022) é de 11%, sendo a mais relevante a lesão do ramo sensitivo do nervo radial, que ocorre em cerca de 3% dos casos e é permanente em apenas 0,3%.

O ponto técnico mais importante na cirurgia de Quervain é a identificação do septo intracompartimental. Quando presente (em 25 a 34% dos casos), é necessário abrir os dois sub-compartimentos separadamente. Falhar em identificar o septo é a principal causa de recorrência após a cirurgia. O ortopedista experiente em cirurgia do membro superior avalia isso de forma sistemática durante o procedimento.

A recuperação é rápida. Após 1 a 2 semanas de imobilização, o paciente começa a movimentar o polegar gradualmente. A maioria retorna às atividades do dia a dia em 3 a 4 semanas e ao trabalho intenso em 6 a 8 semanas. O Dr. Sérgio Rovinski acompanha o pós-operatório pessoalmente, da alta hospitalar até o retorno completo às atividades. Para mais detalhes sobre condições relacionadas à mão e punho, veja também o artigo sobre síndrome do túnel do carpo e sobre rizartrose.

Sala de fisioterapia e reabilitação ortopédica da SUORT Clínica Integrada em Perdizes SP

A SUORT E O CUIDADO DA MÃO E PUNHO EM PERDIZES

A SUORT Clínica Integrada fica na Rua Cayowaá, 2066, em Perdizes, zona oeste de São Paulo. Pacientes de Higienópolis, Pompeia, Sumaré, Santa Cecília, Vila Madalena, Pinheiros, Lapa e Barra Funda chegam com facilidade pela Avenida Angélica, pela Rua Cardoso de Almeida ou pelo metrô (estações Sumaré e Barra Funda).

Na SUORT, o diagnóstico de tendinite de Quervain é feito na mesma consulta em que o ultrassom é realizado, quando indicado. A infiltração guiada também pode ser realizada no mesmo dia do diagnóstico, sem necessidade de agendar um segundo retorno. Isso encurta o tempo entre o início da dor e o início do tratamento, o que melhora o prognóstico.

O Dr. Sérgio disponibiliza seu WhatsApp pessoal para dúvidas pós-consulta. Para mães que ainda estão amamentando e têm dificuldade de sair de casa com o bebê, ele também realiza teleconsultas de seguimento para orientar a progressão do tratamento e definir quando é necessário retornar presencialmente.

O Dr. Sérgio tem mais de 20 anos de experiência em cirurgia do membro superior, com formação pela UNIFESP, titulação pela SBCOC e atuação internacional como faculty do programa Shoulder Planet, que o levou a realizar cirurgias ao vivo em congressos na Índia (9 vezes) e na Argentina (4 vezes), além de organizar o primeiro curso internacional em Salvador com 350 médicos em janeiro de 2026. Essa experiência em contextos de alta complexidade se traduz na capacidade de identificar variações anatômicas e complicações que só quem opera muito reconhece.

"O antídoto para o medo é informação", diz o Dr. Sérgio ao receber pacientes que chegam assustados com a possibilidade de cirurgia. "A maioria não vai precisar. Mas entender por que a dor acontece, o que estamos fazendo para resolver e o que esperar ao longo do tempo tira o medo e aumenta a adesão ao tratamento." A SUORT aceita mais de 50 convênios, incluindo Bradesco Saúde, Notredame Intermédica, Cassi, Omint, Geap e Metrus. A recepção confirma cobertura pelo (11) 3868-5566.

PERGUNTAS FREQUENTES SOBRE TENDINITE DE QUERVAIN

O que é a tendinite de De Quervain?

É a inflamação e estreitamento da bainha que envolve dois tendões do polegar, o abdutor longo e o extensor curto, no túnel fibroso do lado do punho. Causa dor na base do polegar e na face lateral do punho, especialmente em movimentos de pinça, torção e extensão do polegar com carga. É reconhecida no Brasil como doença do trabalho e afeta predominantemente mulheres, com incidência 4,7 vezes maior do que em homens.

Por que mães recentes desenvolvem tendinite de Quervain?

Estudo publicado no PMC (Cavaleri et al., 2023, n=693 mulheres) documentou que primigestas têm 2,23 vezes mais risco de desenvolver a condição, com início médio dos sintomas aos 5,4 meses pós-parto. A amamentação exige que a mãe sustente o bebê com o punho em posição de hiperflexão e desvio ulnar repetido, sobrecarregando exatamente os tendões do primeiro compartimento extensor. O Dr. Sérgio orienta mães sobre como modificar a posição de apoio do bebê para reduzir a sobrecarga enquanto o tratamento é feito.

A tendinite de Quervain tem cura sem cirurgia?

Sim, na grande maioria dos casos. A infiltração com corticoide guiada por ultrassom resolve o problema em 67 a 93% dos pacientes. Quando combinada com órtese, a taxa de resolução pode atingir 93%. A cirurgia fica reservada para quem não respondeu a 2 ou 3 infiltrações e pelo menos 6 meses de tratamento conservador. Na SUORT, a indicação cirúrgica é feita com critério e só após esgotar as opções não invasivas.

Dor na base do polegar é sempre tendinite de Quervain?

Não. O principal diagnóstico diferencial é a rizartrose, que é a artrose da articulação entre o polegar e o osso trapézio, na base do polegar. A rizartrose causa dor semelhante mas no movimento de pinça e com o tempo evolui com deformidade visível da base do polegar. O ultrassom e o exame de mãos do ortopedista diferenciam as duas condições, e o tratamento é completamente diferente.

Quanto tempo dura a recuperação após a cirurgia de Quervain?

A liberação cirúrgica do primeiro compartimento extensor é um procedimento de curta duração e baixa morbidade. Após 1 a 2 semanas de imobilização pós-operatória, o paciente começa a mobilizar gradualmente o polegar. A maioria retorna às atividades do dia a dia em 3 a 4 semanas e ao trabalho que exige esforço manual em 6 a 8 semanas. Taxa de satisfação em série publicada no CIOS (2014) foi de 97%.

A SUORT atende tendinite de Quervain com convênio em Perdizes?

Sim. A SUORT aceita mais de 50 convênios, incluindo Bradesco Saúde, Notredame Intermédica, Cassi, Omint, Geap e Metrus. Consulta com Dr. Sérgio Rovinski e sessões de fisioterapia podem ser cobertas pelo plano. Ligue para (11) 3868-5566 ou fale pelo WhatsApp para confirmar antes de agendar.

Seja qual for a sua necessidade, na Suort você sempre será atendido de uma maneira profissional e humana, com toda a atenção que você merece.

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