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Ela quase nunca chega com cara de coisa séria. Um atleta de fim de semana que sente uma fisgada na virilha ao agachar no treino de perna, o corredor que percebe o quadril reclamar depois de uma longa distância, a pessoa jovem que passa horas na cadeira do escritório e levanta com uma dor esquisita na frente do quadril. Muita gente entre 20 e 45 anos convive com isso por meses, culpa uma virilha estirada, um esforço na academia ou má postura, e segue treinando. No consultório da SUORT Clínica Integrada, em Perdizes, zona oeste de São Paulo, esse roteiro repetido costuma ter o mesmo nome por trás: impacto femoroacetabular.
O impacto femoroacetabular, também chamado de síndrome do impacto do quadril, é uma alteração na forma dos ossos que faz o fêmur e a bacia se tocarem de um jeito errado a cada movimento. Diferente da artrose, que costuma bater na meia-idade, esse problema aparece cedo, em gente ativa e muitas vezes no auge da vida esportiva. E ele importa por dois motivos. Primeiro, porque a dor no quadril em atletas é frequentemente subvalorizada e mal diagnosticada. Segundo, porque, se ignorado por anos, o atrito repetido é hoje reconhecido como uma das principais portas de entrada para a artrose precoce do quadril.
Dor na virilha ao agachar ou depois de ficar muito tempo sentado?
Em pessoa jovem e ativa, esse é um sinal clássico de impacto femoroacetabular. Uma avaliação precoce abre mais opções e protege a cartilagem. Em Perdizes, com mais de 50 convênios.
Falar com a SUORT no WhatsAppO quadril é uma articulação do tipo bola e soquete. A cabeça do fêmur, que deveria ser bem redonda, encaixa numa cavidade da bacia chamada acetábulo. Quando tudo está na forma certa, essa bola desliza dentro do soquete em silêncio, sem tocar onde não deve, mesmo em movimentos extremos como um agachamento profundo. O impacto femoroacetabular acontece justamente quando essa geometria sai do padrão e as duas superfícies passam a colidir na borda a cada flexão e rotação do quadril.
Existem dois formatos que causam o problema, e conhecê-los ajuda a entender por que o quadril dói. No tipo CAM, a cabeça do fêmur não é perfeitamente redonda: sobra osso numa região, formando uma giba que, ao girar dentro do soquete, agride a cartilagem e o lábio da articulação. No tipo Pincer, o problema está na bacia, que cobre osso demais e pinça a borda do fêmur no fim do movimento. Muitos pacientes têm uma mistura dos dois, o chamado tipo misto. Seja qual for o formato, o resultado é o mesmo: atrito onde deveria haver deslizamento.
O alvo desse atrito repetido é o lábio acetabular, uma espécie de anel de cartilagem que sela e estabiliza a articulação, e a cartilagem que reveste as superfícies. Com o tempo, o impacto femoroacetabular vai desfiando esse lábio e desgastando a cartilagem da borda. É por isso que o problema não é só uma dor incômoda do presente: ele mexe com a estrutura que protege o quadril a longo prazo, e essa é a parte que exige atenção mesmo quando a dor ainda parece pequena.
A pergunta que mais aparece no consultório é como uma pessoa jovem, saudável e que treina pode ter um problema no quadril. A resposta está na combinação entre forma do osso e uso intenso. A giba do tipo CAM, em boa parte dos casos, se desenvolve na adolescência, na fase de crescimento, justamente em quem pratica esporte de alta demanda para o quadril. O osso se molda ao estímulo, e essa forma alterada acompanha a pessoa pela vida adulta. Ou seja, o impacto femoroacetabular não é um desgaste da idade, é uma questão de anatomia que se manifesta cedo.
Os dados de prevalência em atletas impressionam. Um estudo brasileiro publicado na Revista Brasileira de Ortopedia com jogadores profissionais de futebol encontrou a morfologia de impacto femoroacetabular em cerca de 85% dos avaliados, sendo o tipo CAM o mais frequente, presente em torno de 62% dos casos. Em revisões que reúnem milhares de voluntários da população geral, a deformidade tipo CAM aparece em média em torno de 37% das pessoas, o que mostra o quanto essa alteração de forma é comum, mesmo em quem ainda não sente nada.
Esporte de impacto e movimentos repetidos de flexão profunda do quadril são o gatilho que transforma uma forma óssea silenciosa em dor. Futebol, artes marciais, corrida, hóquei, tênis e a musculação com agachamento pesado sobrecarregam justamente a região de choque entre fêmur e bacia. Frequentadores de academia que treinam agachamento e leg press com carga alta e amplitude máxima entram na mesma conta. Não é o exercício que causa o problema, e sim a forma do osso somada a uma demanda que aquele quadril específico não comporta sem atrito.
O sintoma que leva o paciente ao consultório é quase sempre a dor na virilha, e ela tem um jeito próprio de se apresentar. Não é uma dor difusa na lateral ou nas costas: fica bem na frente, funda, na região da virilha, e aparece principalmente em três situações, agachar, ficar muito tempo sentado e girar o quadril. Existe um gesto tão típico que os ortopedistas deram nome a ele: o sinal do C. O paciente leva a mão em concha, formando um C com o polegar e o indicador, e a apoia bem sobre a lateral da virilha para mostrar onde dói. Quando isso aparece, o impacto femoroacetabular já sobe no topo da lista de suspeitas.
A dor tem um padrão mecânico ligado à posição. Ela piora depois de longos períodos sentado, ao dirigir no trânsito de São Paulo, ao levantar de uma cadeira baixa e nos movimentos que fecham o quadril, como agachar para pegar algo no chão ou entrar no carro. No atleta e no frequentador de academia, ela costuma bater durante ou logo após o treino, sobretudo em exercícios de agachamento profundo. Muita gente também relata estalos, uma sensação de travamento ou de que algo prende dentro do quadril, sinais que apontam para o sofrimento do lábio acetabular.
Um achado que o exame revela cedo é a perda de rotação interna do quadril. A pessoa até caminha bem, mas quando o ortopedista testa o giro para dentro, a amplitude está reduzida e a manobra reproduz a dor na virilha. Como lembra o Dr. Sérgio Rowinski, ortopedia é qualidade de vida, e conviver com dor que limita o treino e o dia a dia não é normal para quem é jovem. Quanto antes esse ciclo é interrompido, mais cartilagem se preserva e mais opções de tratamento continuam sobre a mesa.
O diagnóstico do impacto femoroacetabular começa pela conversa e pelo exame físico, e é aqui que boa parte da história se resolve. O ortopedista pergunta sobre o tipo de dor, o esporte praticado, o que piora e o que alivia, e faz o teste de impacto: flexiona o quadril, leva o joelho em direção ao peito e gira a perna para dentro. Se essa manobra reproduz com clareza a dor na virilha, o achado é fortemente sugestivo. A perda de rotação interna dolorosa complementa o quadro e muitas vezes aponta o diagnóstico antes de qualquer imagem.
A radiografia do quadril e da bacia é o exame que confirma as alterações de forma do osso. Ela mostra a giba do tipo CAM na cabeça do fêmur e a cobertura excessiva do tipo Pincer na bacia, e permite medir o chamado ângulo alfa, que quantifica a deformidade. A ressonância magnética, muitas vezes com contraste dentro da articulação, entra para avaliar em detalhe o lábio acetabular e a cartilagem, mostrando se já existe lesão e qual a extensão dela. É essa combinação de exames que define o tipo de impacto e o estágio do problema.
Um ponto que o Dr. Sérgio faz questão de reforçar é que a imagem nunca decide sozinha. Muita gente tem a forma óssea do impacto femoroacetabular e nunca sente dor, e por isso não se trata radiografia, trata-se gente. A conduta nasce do encontro entre o que a imagem revela e o quanto a dor está atrapalhando o treino, o trabalho e o sono. Investigar antes de indicar qualquer coisa, seja exame ou cirurgia, é a régua que a equipe da SUORT aplica em cada consulta, e ela protege o paciente jovem de intervenções apressadas.
Fez um exame que mostrou impacto femoroacetabular ou CAM no quadril?
O laudo é só metade da história. Uma avaliação define o que fazer a partir da sua dor e do seu esporte, com ortopedia e fisioterapia no mesmo endereço, em Perdizes.
Agendar avaliação pelo WhatsAppA regra de ouro no tratamento do impacto femoroacetabular é começar pelo conservador, e isso vale mesmo para o atleta ansioso por uma solução rápida. Na maioria dos casos, existe muito a fazer sem operar, e é por aí que a conduta na SUORT sempre começa. A ideia não é apenas apagar a dor do momento, e sim mudar a forma como aquele quadril trabalha para que o atrito diminua e a cartilagem seja poupada ao longo do tempo.
A fisioterapia é o coração desse tratamento, e é onde a estrutura integrada da SUORT ajuda o paciente de forma concreta. O trabalho fortalece os glúteos e a musculatura profunda que estabiliza o quadril, melhora o controle do core e corrige a mecânica do movimento, ensinando o corpo a agachar, sentar e correr sem fechar o quadril na posição que gera o choque. Ajustar a técnica de treino e a carga costuma resolver boa parte dos sintomas em quem frequenta a academia. Uma articulação bem controlada por músculos fortes distribui melhor a força e sofre menos atrito na borda.
A medicação tem papel de apoio para controlar a dor e a inflamação nas fases mais agudas, sempre com prescrição e acompanhamento do ortopedista, nunca por conta própria. Em casos selecionados, a infiltração guiada dentro da articulação ajuda a controlar os sintomas e, ao mesmo tempo, funciona como teste diagnóstico, confirmando que a dor vem mesmo de dentro do quadril. Vale reforçar uma frase que o Dr. Sérgio costuma repetir: o bom médico tenta tirar o paciente da faca em tudo que der. No impacto femoroacetabular, isso significa investir a fundo na reabilitação e no ajuste de carga antes de sequer cogitar a artroscopia.
Existe um momento em que o tratamento conservador, mesmo bem feito, não dá conta. Quando a dor persiste apesar de meses de fisioterapia bem conduzida, quando há uma lesão estrutural importante do lábio confirmada em exame ou quando o atleta não consegue voltar ao esporte no nível que precisa, entra em discussão a artroscopia do quadril. É importante deixar claro que essa não é a primeira opção, e sim a etapa reservada para casos selecionados que já esgotaram o caminho anterior sem alívio suficiente.
A artroscopia é uma cirurgia minimamente invasiva, feita por pequenas incisões e com uma câmera dentro da articulação. Nela, o cirurgião remodela o osso em excesso, aparando a giba do tipo CAM e a cobertura extra do tipo Pincer, e repara ou reconstrói o lábio acetabular lesionado. O objetivo é devolver ao quadril a geometria que permite o deslizamento sem atrito, tratando a causa mecânica do problema e não apenas o sintoma. A recuperação é progressiva e sempre apoiada por fisioterapia, com retorno gradual à corrida e ao esporte ao longo dos meses seguintes.
Os resultados em quem é bem indicado são animadores. Um estudo de Jack e colaboradores, publicado em 2019 na revista Arthroscopy, avaliou atletas profissionais operados por impacto femoroacetabular e encontrou uma taxa de retorno ao esporte em torno de 85%, com variação entre modalidades. O Dr. Sérgio trabalha com o conceito de janela de oportunidade, válido para o quadril como é para o ombro: adiar demais uma cirurgia bem indicada, deixando o lábio se deteriorar e a cartilagem se gastar, pode tornar o resultado pior do que se a decisão fosse tomada no momento certo. Não se trata de correr para a cirurgia, e sim de não perder o instante em que ela oferece o melhor desfecho.
Aqui está o motivo mais importante para não empurrar o impacto femoroacetabular com a barriga. O atrito repetido entre fêmur e bacia, ano após ano, desgasta a cartilagem e o lábio da articulação, e esse dano vai se somando de forma silenciosa. A medicina passou a entender que boa parte dos casos de artrose do quadril que antes eram chamados de primários, sem causa aparente, na verdade tem origem justamente nessa forma alterada do osso que agride a articulação desde jovem.
A evidência que sustenta isso é forte. O estudo de coorte CHECK, publicado por Agricola e colaboradores em 2013 no Annals of the Rheumatic Diseases, acompanhou por anos pessoas com queixas no quadril e mostrou que a deformidade tipo CAM aumenta de maneira significativa o risco de desenvolver artrose. Nos casos de CAM mais acentuado, o risco de chegar à artrose em estágio avançado chegou a ser várias vezes maior do que em quem não tinha a deformidade. Traduzindo para a prática do consultório: a forma do osso hoje ajuda a prever o desgaste de amanhã.
Essa é a razão pela qual tratar cedo não é exagero, e sim prevenção. Corrigir a mecânica do quadril com fisioterapia, ajustar a carga de treino e, nos casos que pedem, remodelar o osso pela artroscopia são formas de tentar interromper esse caminho antes que a cartilagem se perca de vez. Ligar o impacto femoroacetabular à artrose precoce é o que muda a conversa com o paciente jovem: não se trata só de aliviar uma dor de treino, e sim de proteger o quadril que ele vai precisar usar pelas próximas décadas. Quem quiser entender o outro extremo desse caminho pode conferir o artigo sobre artrose no quadril (coxartrose).
A SUORT é conduzida pelo Dr. Sérgio Rowinski (RQE 141144), ortopedista formado pela Escola Paulista de Medicina da UNIFESP, com especialização em Cirurgia de Ombro e Cotovelo concluída em 2005 na mesma instituição e membro da SBCOC, a Sociedade Brasileira de Cirurgia de Ombro e Cotovelo. São mais de 20 anos de ortopedia e cerca de 2.000 cirurgias realizadas. O quadril tem seu próprio especialista dentro da equipe, mas a régua de conduta que vale para o ombro é a mesma que vale para o quadril do atleta jovem: investigar antes de indicar, e reservar a cirurgia para quem de fato precisa dela.
Essa régua tem nome. O Dr. Sérgio Rowinski é faculty internacional do programa Shoulder Planet, com sete viagens à Índia e treinamentos práticos na Argentina, e atua como preceptor de residentes em São Paulo. Quem ensina precisa justificar cada conduta, e é esse hábito que sustenta a filosofia Slow Medicine adotada na clínica: ouvir o paciente, investigar o histórico e só então pedir exame ou indicar tratamento. Para o atleta ou frequentador de academia que chega com dor na virilha e convênio em mãos, isso significa sair da consulta com um plano de tratamento, não com uma lista de exames avulsos ou uma cirurgia apressada.
A SUORT Clínica Integrada, na Rua Cayowaá, 2066, em Perdizes, reúne ortopedia e fisioterapia no mesmo endereço, com mais de 50 convênios aceitos. Essa integração faz diferença real no tratamento do impacto femoroacetabular, porque o mesmo paciente pode ser avaliado pelo ortopedista, ter as imagens interpretadas e começar a fisioterapia ortopédica em Perdizes para corrigir a mecânica do quadril sem precisar circular por endereços diferentes. Para um problema que exige reabilitação bem orientada, ter tudo perto e articulado economiza deslocamento e mantém o tratamento no eixo.
A localização em Perdizes coloca a clínica ao alcance de quem mora na região central e na zona oeste de São Paulo. Quem vem de Higienópolis ou de Santa Cecília chega em poucos minutos; de Pompeia, com a referência do SESC Pompeia e do Allianz Parque por perto, o trajeto até Perdizes é curto. Atletas e pacientes de Sumaré, Barra Funda e Lapa contam com o metrô e as principais avenidas para uma chegada tranquila, e moradores da Vila Madalena e de Pinheiros encontram na SUORT uma referência próxima para cuidar do quadril sem grandes deslocamentos. Além do RPG e da fisioterapia postural, a clínica oferece acupuntura para dor como apoio no controle dos sintomas.
Os convênios aceitos incluem Bradesco Saúde, Unimed Seguros, Cassi, Omint, Notredame, Mediservice, Cabesp, Geap, Allianz Saúde e mais de 40 outros planos. Confira a lista completa em suort.com.br/convenios.php ou fale pelo WhatsApp (11) 97157-4944. A clínica funciona de segunda a quinta das 7h às 19h e sexta das 7h às 18h, com domingos e feriados fechado, e o agendamento pode ser feito pelo telefone (11) 3868-5566, pelo WhatsApp ou em suort.com.br/fale-conosco.php.
O que é impacto femoroacetabular? O impacto femoroacetabular é uma alteração na forma dos ossos do quadril que faz a cabeça do fêmur e a borda da bacia se tocarem de maneira anormal durante o movimento. Esse atrito repetido, em vez de deslizar suave, agride o lábio da articulação e a cartilagem. Existem dois formatos principais: o tipo CAM, quando a cabeça do fêmur não é perfeitamente redonda, e o tipo Pincer, quando a bacia cobre osso demais. É uma causa frequente de dor no quadril em pessoas jovens e ativas, entre 20 e 45 anos. Veja também a dor no joelho, que muitas vezes se associa a compensações do quadril.
Quais são os sintomas do impacto femoroacetabular? O sintoma clássico é a dor na virilha, que piora ao agachar, ao ficar muito tempo sentado, ao dirigir por longos períodos e em movimentos de girar o quadril. Muitos pacientes fazem o chamado sinal do C, levando a mão em concha à lateral da virilha para indicar onde dói. É comum haver estalos, sensação de travamento e perda de amplitude, sobretudo na rotação interna. A dor costuma aparecer em atletas e frequentadores de academia após esforço ou treino de agachamento.
Impacto femoroacetabular precisa de cirurgia? Na maioria dos casos, não de imediato. O tratamento começa sempre pelo conservador, com fisioterapia para corrigir a mecânica do quadril, fortalecer glúteos e músculos do core, ajustar a carga de treino e controlar a dor. A artroscopia do quadril, cirurgia minimamente invasiva que remodela o osso em excesso e repara o lábio, fica reservada para casos selecionados que não respondem ao tratamento conservador bem conduzido ou que têm lesão estrutural importante confirmada em exame.
Impacto femoroacetabular pode virar artrose? Sim, e essa é a razão para não ignorar o quadro. O atrito repetido do impacto femoroacetabular vai desgastando a cartilagem ao longo dos anos e é hoje reconhecido como uma das principais causas de artrose precoce do quadril em adultos jovens. O estudo de coorte CHECK, publicado por Agricola e colaboradores em 2013, mostrou que a deformidade tipo CAM aumenta de forma significativa o risco de artrose. Tratar cedo é justamente a chance de interromper esse caminho antes do desgaste avançar. Entenda o desfecho no artigo sobre artrose no quadril.
Atleta com impacto femoroacetabular pode voltar a treinar? Na grande maioria dos casos, sim. Com tratamento conservador bem conduzido, muitos atletas e praticantes de academia retomam a atividade ajustando técnica e carga. Mesmo quando a artroscopia é indicada, os resultados de retorno ao esporte são altos: um estudo de Jack e colaboradores publicado em 2019 na revista Arthroscopy encontrou cerca de 85% de retorno ao esporte em atletas profissionais operados por impacto femoroacetabular. O retorno é sempre progressivo e guiado por fisioterapia.
Como é feito o diagnóstico do impacto femoroacetabular? O diagnóstico começa pela conversa e pelo exame físico, com destaque para o teste de impacto, em que o ortopedista flexiona e gira o quadril para reproduzir a dor na virilha. A radiografia mostra as alterações de forma do osso, como a giba do tipo CAM ou a cobertura excessiva do tipo Pincer, e permite medir o ângulo alfa. A ressonância magnética avalia o lábio e a cartilagem em detalhe. Como em todo caso ortopédico, a imagem é lida junto do quadro clínico, nunca isolada.
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