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A clavícula é o osso que a gente mais quebra na parte de cima do corpo e o que menos entende. Ela fica ali, visível debaixo da pele, ligando o esterno ao ombro, e basta uma queda de bicicleta na Avenida Sumaré, um tombo de moto ou uma dividida no futebol de quarta para ela ceder. A fratura de clavícula responde por algo entre 2,6% e 5% de todas as fraturas do adulto e por cerca de 35% a 45% das fraturas da região do ombro. É frequente, e justamente por ser frequente acumula mitos: que sempre cola sozinha, que nunca precisa operar, ou o contrário, que placa é obrigatória.
Nenhuma dessas frases é inteiramente verdadeira. A escolha entre tipoia e cirurgia na fratura de clavícula depende de onde o osso quebrou, de quanto os fragmentos se afastaram, da idade e do que a pessoa faz com o braço. Este texto organiza essa decisão do jeito que o Dr. Sérgio Rowinski (RQE 141144), ortopedista especialista em ombro da SUORT Clínica Integrada, em Perdizes, conduz no consultório: primeiro entender a fratura, depois entender o paciente, e só então decidir o tratamento.
Quebrou a clavícula e não sabe se precisa operar?
A decisão entre tipoia e placa deve ser tomada na primeira semana, com radiografia bem medida. Ortopedista de ombro em Perdizes, com mais de 50 convênios.
Falar com a SUORT no WhatsAppA clavícula tem formato de S alongado e funciona como uma escora entre o tronco e o ombro. Ela mantém a escápula afastada do tórax e permite que o braço alcance longe do corpo. Quando alguém cai sobre a ponta do ombro ou sobre a mão espalmada, a força percorre o membro superior e a clavícula, por ser o elo mais fino da corrente, quebra. O terço médio do osso, a parte mais delgada e sem inserções musculares fortes, concentra cerca de 80% das fraturas. O terço lateral, perto do acrômio, responde por 15% a 20%, e o terço medial, junto ao esterno, por menos de 5%.
O local da fratura muda a conduta. As fraturas do terço médio são as mais estudadas e é sobre elas que existe a maior parte das evidências sobre operar ou não. As do terço lateral têm comportamento próprio: quando envolvem os ligamentos que prendem a clavícula ao coracoide, o fragmento externo pode ficar solto e a chance de não consolidar sobe bastante, o que aumenta a indicação cirúrgica. Já as do terço medial, raras, costumam ser conservadoras, mas exigem atenção pela proximidade com vasos importantes.
O perfil do paciente também segue um padrão. Existem dois picos de incidência: homens jovens, entre 15 e 30 anos, feridos em esporte e trânsito, e pessoas acima dos 70 anos, que caem da própria altura sobre osso mais frágil. Em Perdizes e nos bairros vizinhos, como Pompeia e Vila Madalena, a clínica vê muito o primeiro grupo, ciclistas e motociclistas, e no entorno de Higienópolis e Santa Cecília o segundo, idosos com queda em casa. As duas situações pedem raciocínios diferentes.
O diagnóstico da fratura de clavícula é clínico e radiográfico. A dor, o inchaço e a deformidade sobre o osso são evidentes, e às vezes o próprio paciente sente ou ouve o estalo dos fragmentos. A radiografia confirma e, mais importante, mede. O ortopedista de ombro quer saber três coisas: se há desvio entre os fragmentos e de quanto, se o osso encurtou e em quantos centímetros, e se a fratura é simples, com dois pedaços, ou cominutiva, com fragmentos múltiplos, incluindo aquele fragmento em forma de asa de borboleta que aparece nos traumas de maior energia.
Essas medidas não são detalhe técnico. Estudos de acompanhamento mostram que fraturas do terço médio com encurtamento acima de 2 centímetros e sem contato entre os fragmentos têm risco de não consolidação, a chamada pseudoartrose, em torno de 15% quando tratadas com tipoia, contra cerca de 1% a 2% quando fixadas com placa. Já nas fraturas sem desvio ou com desvio pequeno, o risco de pseudoartrose com tratamento conservador fica abaixo de 5%, e operar não traz vantagem que compense os riscos de uma cirurgia.
Em casos selecionados, uma tomografia ajuda a medir o encurtamento com mais precisão ou a estudar fraturas do terço lateral e medial. Na SUORT, o exame só é pedido depois que o Dr. Sérgio Rowinski examina o ombro, verifica a pele sobre a fratura, testa a sensibilidade e o pulso do braço para afastar lesão de nervo ou vaso, e ouve como foi o trauma. É a ordem que a Slow Medicine propõe: ouvir, examinar, e só então pedir a imagem que vai responder a pergunta certa.
Para a maior parte das fraturas de clavícula, o tratamento é a tipoia simples. A famosa imobilização em oito, aquelas faixas cruzadas nas costas, caiu em desuso porque não reduz melhor a fratura, incomoda mais e pode comprimir vasos e nervos na axila. A tipoia sustenta o peso do braço, tira a tração sobre os fragmentos e permite que o osso comece a formar o calo. Gelo, analgésicos e uma posição confortável para dormir resolvem a fase aguda.
O tempo de uso é de quatro a seis semanas em adultos, com liberação progressiva. Nas primeiras duas semanas, o cotovelo e a mão já se movimentam para não enrijecer. A partir da terceira semana, o ombro começa a fazer movimentos pendulares e elevação até a altura do ombro. Quando a radiografia mostra calo ósseo em formação e a dor à palpação some, a tipoia sai e a fisioterapia assume, devolvendo amplitude e força. A consolidação completa acontece entre seis e doze semanas, e a liberação para esporte de contato costuma ficar entre o terceiro e o quarto mês.
É preciso ser honesto sobre o que a tipoia não faz: ela não realinha a clavícula. Se o osso quebrou com desvio, ele vai colar com esse desvio, e vai ficar uma saliência sob a pele. Na maioria das pessoas essa saliência é apenas estética e o ombro funciona normalmente. O problema é o encurtamento grande, que muda a posição da escápula e pode gerar fadiga e dor no ombro meses depois. É esse o limite entre tipoia e cirurgia, e ele se mede em centímetros, não em opinião.
Está de tipoia há semanas e a clavícula continua doendo?
Dor persistente e mobilidade no foco da fratura podem indicar atraso de consolidação. Vale uma reavaliação com especialista em ombro. Atendimento em Perdizes com convênio.
Agendar reavaliação pelo WhatsAppA cirurgia da fratura de clavícula tem indicações absolutas e relativas, e essa distinção é o eixo da consulta na SUORT. As absolutas são aquelas em que não operar traz risco real: fratura exposta, pele tensa e branca sobre um fragmento prestes a perfurá-la, lesão de vasos ou nervos, fratura associada da escápula que solta o ombro do tronco, o chamado ombro flutuante, e fraturas em pacientes com múltiplos traumas que precisam do braço para reabilitar outras lesões.
As indicações relativas são o campo da conversa. Encurtamento acima de 2 centímetros, fragmentos completamente afastados sem contato, cominuição importante e fraturas instáveis do terço lateral aumentam o risco de não consolidar ou de consolidar torto, e nesses casos a fixação costuma valer a pena, principalmente em adultos jovens e ativos. O mesmo desvio em um paciente de 80 anos com pouca demanda funcional pode ser tratado de tipoia, com acompanhamento. O Dr. Sérgio Rowinski repete uma frase nesses momentos: o bom médico tenta tirar o paciente da faca tudo que der, mas não deixa passar a janela em que a cirurgia ainda é simples.
A técnica padrão é a redução aberta com placa e parafusos, moldada ao formato em S da clavícula. O procedimento dura cerca de uma hora, é feito com anestesia geral associada a bloqueio do plexo braquial, e a alta acontece no mesmo dia ou na manhã seguinte. A vantagem principal é a estabilidade imediata: o paciente movimenta o ombro mais cedo, a chance de consolidação passa de 98% e o alinhamento fica corrigido. As desvantagens são as de qualquer cirurgia: cicatriz, risco pequeno de infecção, dormência na pele abaixo da incisão em parte dos casos e a possibilidade de a placa incomodar sob a pele, o que leva alguns pacientes a retirá-la depois de um ano. Existe também a fixação com haste intramedular, com incisão menor, indicada em fraturas simples selecionadas.
Seja com tipoia ou com placa, a recuperação da fratura de clavícula segue uma sequência parecida, com prazos um pouco mais curtos após a cirurgia. Nas duas primeiras semanas, o objetivo é controlar a dor, proteger a fratura e manter cotovelo, punho e mão em movimento. Entre a segunda e a sexta semana, o ombro ganha movimento passivo e depois ativo, sem carga. Da sexta à décima segunda semana, entram o fortalecimento e o retorno gradual às atividades do dia a dia, incluindo dirigir e trabalhar no computador sem restrição.
A volta ao esporte depende da consolidação vista na radiografia e da recuperação da força. Corrida e bicicleta ergométrica entram por volta da sexta a oitava semana. Musculação com carga, natação com braçada completa e esportes de contato esperam o terceiro ou quarto mês. Ciclistas de rua e motociclistas, que quebraram a clavícula justamente caindo, merecem um cuidado a mais antes de voltar, porque uma nova queda sobre um osso ainda em consolidação pode desfazer meses de trabalho.
Ter ortopedista e fisioterapia no mesmo endereço encurta esse caminho. Na SUORT, em Perdizes, a equipe de fisioterapia ortopédica recebe do Dr. Sérgio Rowinski a informação exata do tipo de fratura, da fixação usada e do que pode ou não ser feito em cada semana. Quem quer entender por que isso acelera os prazos pode ler sobre como acelerar a recuperação pós-cirurgia ortopédica.
Uma parcela das fraturas de clavícula tratadas de forma conservadora não consolida. Os sinais são dor persistente no foco depois de três meses, sensação de mobilidade entre os fragmentos e radiografia sem calo ósseo unindo os pedaços. Fumantes, diabéticos, pessoas com desvio grande e fraturas cominutivas correm mais risco. Também existe a consolidação viciosa, em que o osso cola encurtado ou angulado e o ombro fica cansado e dolorido sob esforço, às vezes com formigamento no braço por compressão do plexo.
Essas situações têm tratamento. A pseudoartrose é corrigida com limpeza do foco, enxerto ósseo e placa, e a consolidação viciosa sintomática pode ser tratada com osteotomia, que refaz o alinhamento. São cirurgias mais complexas que a fixação inicial, o que reforça a importância de acertar a decisão na primeira semana. A experiência de aproximadamente 2.000 cirurgias de ombro e o estágio em trauma e reconstrução do membro superior dão ao Dr. Sérgio Rowinski a base para reconhecer, na primeira radiografia, qual fratura tende a dar trabalho.
A fratura de clavícula raramente vem sozinha em quem sofreu trauma de maior energia. Ela pode acompanhar uma luxação acromioclavicular, uma lesão do manguito rotador ou uma fratura da escápula, e é o olhar do especialista que enxerga o conjunto. O Dr. Sérgio Rowinski é formado pela Escola Paulista de Medicina da UNIFESP, com especialização em Cirurgia de Ombro e Cotovelo concluída em 2005 na mesma instituição, e é membro da SBCOC, a Sociedade Brasileira de Cirurgia de Ombro e Cotovelo.
São mais de 20 anos dedicados ao membro superior, com atuação como faculty internacional do programa Shoulder Planet, que o levou a operar casos complexos na Índia e a conduzir treinamentos práticos na Argentina, e como preceptor de estudantes do quinto ano e de residentes em São Paulo. Ensinar a decidir quando operar e quando esperar é parte do trabalho, e é a mesma régua que ele aplica no consultório de Perdizes, com a diferença de que ali a decisão é tomada junto com o paciente, depois de explicar as duas opções com seus prós e contras.
A SUORT Clínica Integrada fica na Rua Cayowaá, 2066, em Perdizes, e reúne no mesmo endereço ortopedia especializada em ombro, fisioterapia, acupuntura e RPG, com mais de 50 convênios aceitos. Para quem acabou de quebrar a clavícula, isso significa passar pelo ortopedista, ter a radiografia medida com critério, receber a orientação de tipoia ou cirurgia e, no momento certo, iniciar a reabilitação sem trocar de endereço com o braço imobilizado.
A localização atende bem a zona oeste e o centro expandido de São Paulo. Pompeia, com o SESC Pompeia e o Allianz Parque como referências, fica a poucos minutos. Higienópolis, Pacaembu e Santa Cecília estão a uma corrida curta de aplicativo. Sumaré, Barra Funda e Lapa contam com o metrô e as avenidas principais, e quem mora na Vila Madalena ou em Pinheiros encontra em Perdizes um ortopedista de ombro perto de casa, sem cruzar a cidade com a clavícula quebrada.
Entre os convênios aceitos estão Bradesco Saúde, Unimed Seguros, Cassi, Omint, Notredame, Mediservice, Cabesp, Geap, Allianz Saúde e dezenas de outros planos. A lista completa está em suort.com.br/convenios.php, e a confirmação de cobertura pode ser feita pelo WhatsApp (11) 97157-4944. A clínica funciona de segunda a quinta das 7h às 19h e sexta das 7h às 18h, com agendamento também pelo telefone (11) 3868-5566. Quem quer conhecer melhor a atuação do especialista pode visitar a página especialista em ombro em São Paulo.
Fratura de clavícula precisa de cirurgia? Na maioria dos casos, não. Fraturas de clavícula sem desvio ou com desvio pequeno consolidam bem com tipoia por quatro a seis semanas. A cirurgia é indicada quando há encurtamento acima de 2 centímetros, fragmentos afastados sem contato, fratura exposta, pele ameaçada pelo osso, lesão de vasos ou nervos, ou quando a fratura não consolida após alguns meses de tratamento conservador.
Quanto tempo a fratura de clavícula leva para colar? Em adultos, a consolidação leva de seis a doze semanas. A dor forte melhora nas primeiras duas a três semanas, a tipoia costuma sair entre a quarta e a sexta semana, e o osso ganha resistência para carga e esporte entre o terceiro e o quarto mês. Em crianças, o processo é mais rápido, em geral de três a seis semanas.
Fratura de clavícula pode colar torta? Pode, e isso é chamado de consolidação viciosa. Quando o desvio é pequeno, o osso cola com uma leve saliência que não atrapalha a função. Quando o encurtamento é grande, a escápula muda de posição e podem surgir dor, fadiga do ombro e perda de força. Por isso o ortopedista mede o desvio na radiografia antes de decidir entre tipoia e cirurgia.
Como é a cirurgia de fratura de clavícula? A técnica mais usada é a fixação com placa e parafusos, que alinha os fragmentos e mantém o osso estável enquanto consolida. Dura cerca de uma hora, costuma ser feita com anestesia geral associada a bloqueio do plexo, e o paciente vai para casa no mesmo dia ou no dia seguinte. A placa pode permanecer para sempre ou ser retirada depois de um ano, se incomodar.
Posso dormir de lado com fratura de clavícula? Nas primeiras semanas, o mais confortável é dormir de barriga para cima, com o tronco levemente elevado e o braço apoiado em travesseiro. Deitar sobre o lado fraturado costuma doer e pode aumentar o desvio. Dormir sobre o lado oposto é possível quando a dor permitir, com um travesseiro na frente do peito para apoiar o braço.
Quando posso voltar a dirigir e treinar após fratura de clavícula? Dirigir volta a ser seguro quando a tipoia sai e o braço alcança o volante sem dor, em geral entre quatro e seis semanas. Corrida leve e bicicleta ergométrica entram por volta da sexta a oitava semana. Musculação com carga e esportes de contato, como futebol, judô e ciclismo na rua, esperam a consolidação completa confirmada por radiografia, em torno de três a quatro meses.
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