A história costuma começar com uma queda de bicicleta, um tombo no futebol ou um tranco no judô. A pessoa cai de lado, o ombro bate no chão, e quando levanta percebe um calombo na parte de cima do ombro que não estava ali antes. Doer, dói. Mas o que mais assusta é o degrau: a clavícula parece ter subido. Esse quadro tem nome, luxação acromioclavicular, e é uma das lesões de ombro mais frequentes que chegam ao consultório da SUORT Clínica Integrada, em Perdizes, zona oeste de São Paulo.
A boa notícia vem logo de cara: a maioria das luxações acromioclaviculares não precisa de cirurgia. A má notícia é que uma parte delas precisa, e a diferença entre um caso e outro está no grau da lesão, no braço envolvido e no que a pessoa faz da vida. Este texto explica o que é a luxação acromioclavicular, como funcionam os graus de Rockwood, quando a tipoia resolve e quando operar é a decisão mais sensata, sempre pela régua do Dr. Sérgio Rowinski (RQE 141144), ortopedista especialista em ombro que atende com convênio em Perdizes.
Caiu sobre o ombro e apareceu um degrau na clavícula?
A luxação acromioclavicular precisa ser classificada nos primeiros dias para definir o tratamento certo. Avaliação com ortopedista de ombro em Perdizes, com mais de 50 convênios.
Falar com a SUORT no WhatsAppO ombro tem mais de uma articulação. A mais conhecida é a glenoumeral, onde a cabeça do úmero encaixa na escápula, e é ela que sai do lugar no famoso ombro deslocado. Bem em cima dela existe outra, menor e discreta: a articulação acromioclavicular, o ponto em que a extremidade externa da clavícula se encontra com o acrômio, a projeção da escápula que forma o teto do ombro. É uma articulação pequena, mas segura o peso do braço inteiro e transmite força do tronco para o membro superior.
Quem mantém a clavícula presa ao acrômio são dois grupos de ligamentos. Os ligamentos acromioclaviculares envolvem a própria articulação e controlam o deslizamento para frente e para trás. Os ligamentos coracoclaviculares, mais fortes, descem da clavícula até o processo coracoide e impedem que a clavícula suba. A luxação acromioclavicular acontece quando um trauma rompe esses ligamentos, total ou parcialmente, e a clavícula perde a âncora que a mantinha alinhada com o acrômio.
O mecanismo é quase sempre o mesmo: queda direta sobre a ponta do ombro com o braço junto ao corpo. Por isso a luxação acromioclavicular é tão comum em ciclistas, motociclistas, jogadores de rúgbi e futebol, lutadores e esquiadores. Estudos epidemiológicos mostram que ela responde por cerca de 9% a 12% de todas as lesões traumáticas do ombro, e que homens entre 20 e 40 anos concentram a maior parte dos casos, justamente a faixa mais ativa em esporte e trânsito. Em Perdizes, a queixa costuma chegar depois de um pedal no Pacaembu, de uma partida de fim de semana ou de um acidente de moto na Marginal.
Tudo o que se decide sobre luxação acromioclavicular passa por uma classificação criada pelo ortopedista americano Charles Rockwood, que divide a lesão em seis graus conforme quais ligamentos romperam e para onde a clavícula se deslocou. Entender essa escala é entender por que um paciente vai para casa de tipoia e outro vai para o centro cirúrgico.
No grau 1, os ligamentos acromioclaviculares apenas se estiram. Dói ao apertar o ponto, mas a radiografia é normal e não há degrau. No grau 2, esses ligamentos rompem e os coracoclaviculares ficam íntegros; a clavícula sobe pouco, menos que a espessura dela própria, e o degrau é discreto. Esses dois graus são lesões parciais e respondem muito bem ao tratamento conservador.
No grau 3, os dois grupos de ligamentos rompem por completo. A clavícula sobe de forma visível, entre 25% e 100% da sua espessura, e o calombo fica evidente. É o grau mais discutido da ortopedia de ombro, porque a literatura não fecha questão sobre operar ou não. No grau 4, a clavícula se desloca para trás e perfura o músculo trapézio. No grau 5, sobe mais de 100% e a pele fica tensa sobre o osso. No grau 6, raríssimo, a clavícula desce por baixo do coracoide. Os graus 4, 5 e 6 são lesões graves e a indicação cirúrgica é praticamente consenso.
A classificação nasce de uma radiografia bem feita, com o paciente em pé e o braço solto, e às vezes de uma incidência especial chamada de Zanca, que mostra melhor a articulação. Em casos de dúvida entre um grau 3 alto e um grau 5, ou quando há suspeita de lesão associada no manguito rotador ou no lábio da glenoide, a ressonância complementa o diagnóstico. Na SUORT, esse exame só entra depois de o Dr. Sérgio Rowinski examinar o ombro e ouvir como foi a queda, porque a história do trauma já diz muito sobre o grau da lesão.
O sinal mais característico da luxação acromioclavicular é a deformidade. A ponta externa da clavícula sobe e forma uma saliência na parte de cima do ombro, que fica ainda mais evidente quando a pessoa segura um peso com a mão do lado lesionado, porque o braço puxa o acrômio para baixo. Esse é o chamado sinal da tecla de piano: ao pressionar a clavícula, ela desce e volta a subir quando a pressão é retirada.
A dor é localizada na parte superior do ombro, bem sobre a articulação, e piora ao levantar o braço acima da cabeça ou ao cruzá-lo na frente do peito para tocar o ombro oposto. Esse último movimento é a base do teste de adução cruzada, que o ortopedista usa no exame físico para confirmar que a origem da dor está na acromioclavicular e não em outra estrutura. Nos graus mais altos, a pessoa evita mexer o braço, apoia o cotovelo com a outra mão e sente fisgadas até para vestir uma camiseta.
Existe um detalhe que gera confusão frequente. A luxação acromioclavicular não é o mesmo que ombro deslocado. O ombro deslocado é a luxação glenoumeral, em que a cabeça do úmero sai da cavidade e precisa ser recolocada com urgência. Na acromioclavicular, não há nada para recolocar no pronto-socorro; o que se faz é imobilizar, controlar a dor e classificar a lesão. Saber a diferença evita tanto o pânico desnecessário quanto a subestimação de uma lesão que merece acompanhamento com especialista em ombro.
Nos graus 1 e 2, e na maior parte dos graus 3, o tratamento da luxação acromioclavicular é conservador e funciona. A tipoia fica por uma a três semanas, o tempo de a dor aguda ceder, e gelo e analgésicos ajudam nos primeiros dias. A partir daí começa a fisioterapia, que devolve a amplitude de movimento, fortalece a musculatura que estabiliza a escápula e recondiciona o ombro para a carga do dia a dia e do esporte. Quem quiser entender como esse processo é conduzido pode conhecer a fisioterapia ortopédica em Perdizes da SUORT.
Aqui vale uma conversa franca, que o Dr. Sérgio Rowinski faz com todo paciente: no tratamento conservador, o degrau costuma ficar. Os ligamentos rompidos cicatrizam alongados e não voltam a puxar a clavícula para o lugar de origem. O que a fisioterapia recupera é a função, e recupera muito bem. Estudos de acompanhamento mostram que pacientes com grau 3 tratados sem cirurgia retomam força e movimento comparáveis aos operados em seis a doze meses, com a vantagem de não passar pelos riscos de um procedimento. A deformidade permanece como lembrança, mas não como limitação.
O prazo de retorno segue uma lógica simples. Nos graus 1 e 2, a maioria volta às atividades normais em duas a quatro semanas e ao esporte de contato entre seis e doze semanas. No grau 3 conservador, o caminho é parecido, com fisioterapia mais prolongada e um retorno gradual que respeita a dor. Essa é a filosofia Slow Medicine que rege a clínica: tratar a pessoa no tempo dela, não no tempo da ansiedade, e reservar a cirurgia para quando o conservador de fato não resolveu.
Foi diagnosticado com grau 3 e ouviu que precisa operar?
Boa parte dos graus 3 melhora sem cirurgia. Uma segunda avaliação com especialista em ombro esclarece se o seu caso é um deles. Atendimento em Perdizes com convênio.
Agendar avaliação pelo WhatsAppA indicação cirúrgica na luxação acromioclavicular segue três situações principais. A primeira é o grau da lesão: os graus 4, 5 e 6 têm desvio tão grande, com a clavícula perfurando músculo ou tensionando a pele, que o tratamento conservador não devolve um ombro funcional. Nesses casos, a cirurgia é a regra, e quanto mais cedo for feita, nas primeiras duas a três semanas, melhores os resultados, porque ainda é possível reparar os ligamentos originais em vez de reconstruí-los.
A segunda situação é o grau 3 em pacientes específicos. Atletas de arremesso, nadadores, trabalhadores braçais que carregam peso acima da cabeça e pessoas que lesionaram o braço dominante em atividades exigentes tendem a se beneficiar da estabilização cirúrgica, porque a articulação instável pode gerar fadiga, perda de força fina e dor crônica sob carga repetitiva. É aqui que a decisão precisa ser individual: o mesmo grau 3 que um analista de sistemas trata de tipoia pode justificar cirurgia em um jogador de handebol.
A terceira situação é a falha do tratamento conservador. Quem completou a fisioterapia e continua com dor sobre a articulação, sensação de ombro fraco ou estalos dolorosos ao movimentar o braço pode ser candidato à reconstrução tardia. Nesses casos, a cirurgia reconstrói os ligamentos coracoclaviculares com enxerto de tendão ou com sistemas de botão e fio de alta resistência, muitas vezes por artroscopia de ombro, com incisões pequenas. O Dr. Sérgio Rowinski, com aproximadamente 2.000 cirurgias de ombro realizadas, avalia cada caso pelo conceito de janela de oportunidade: nem operar cedo demais quem melhoraria sozinho, nem deixar passar o momento em que o reparo ainda é possível.
Quem opera a luxação acromioclavicular precisa saber que a reabilitação é tão importante quanto o procedimento. A tipoia fica por cerca de seis semanas para proteger a reconstrução dos ligamentos enquanto cicatrizam. Nesse período, a fisioterapia já começa com movimentos passivos suaves, para o ombro não enrijecer. Entre a sexta e a décima segunda semana, entram os exercícios ativos e o fortalecimento progressivo da escápula e do manguito rotador. O retorno ao esporte de contato costuma acontecer entre quatro e seis meses, quando a força dos dois lados se iguala.
A complicação mais temida é a perda parcial da redução, em que a clavícula volta a subir um pouco com o passar dos meses. Ela acontece em uma parcela dos casos, mais frequente quando a reabilitação é apressada ou quando a cirurgia foi feita tardiamente sobre ligamentos já degenerados. Por isso o acompanhamento próximo faz diferença, e ter ortopedista e fisioterapeuta no mesmo endereço, como acontece na SUORT em Perdizes, permite ajustar o ritmo dos exercícios semana a semana. Quem quer entender como a reabilitação encurta os prazos pode ler sobre como acelerar a recuperação pós-cirurgia ortopédica.
A luxação acromioclavicular é uma daquelas lesões em que a diferença entre o generalista e o especialista em ombro aparece com clareza. Não porque o generalista erre a radiografia, mas porque a decisão sobre operar ou não o grau 3 exige conhecer o paciente, sua profissão, seu esporte e sua expectativa. Esse é o primeiro dos três pilares da consulta na SUORT: ouvir antes de indicar. O segundo é investigar o histórico, inclusive lesões antigas nesse ombro que podem mudar a conduta. Só então vem o terceiro, que é pedir o exame certo e propor o tratamento.
O Dr. Sérgio Rowinski é formado pela Escola Paulista de Medicina da UNIFESP, com especialização em Cirurgia de Ombro e Cotovelo concluída em 2005 na mesma instituição, e é membro da SBCOC, a Sociedade Brasileira de Cirurgia de Ombro e Cotovelo. São mais de 20 anos de experiência dedicados ao membro superior. Como faculty internacional do programa Shoulder Planet, ministrou aulas e realizou cirurgias complexas de ombro na Índia e conduziu treinamentos práticos na Argentina, e em São Paulo atua como preceptor de estudantes do quinto ano e de residentes. Essa vivência com casos de instabilidade em atletas de alto rendimento é o que permite dizer, com segurança, quando o grau 3 merece a faca e quando merece paciência.
A luxação acromioclavicular também dialoga com outras condições do ombro que a SUORT trata. Um trauma que rompe os ligamentos pode lesar, junto, o manguito rotador, e anos depois uma articulação que ficou instável pode evoluir para artrose acromioclavicular. Enxergar o ombro como um conjunto, e não como uma radiografia isolada, é o que evita tratar só a parte que dói hoje e deixar passar a que vai doer amanhã.
A SUORT Clínica Integrada fica na Rua Cayowaá, 2066, em Perdizes, e reúne ortopedia especializada em ombro, fisioterapia, acupuntura e RPG no mesmo endereço, com mais de 50 convênios aceitos. Para quem sofreu uma luxação acromioclavicular, isso significa ser examinado pelo ortopedista, fazer a radiografia no dia, receber a classificação do grau e começar a reabilitação sem circular por endereços diferentes num momento em que o braço ainda está preso na tipoia.
A localização em Perdizes favorece quem mora na zona oeste e na região central de São Paulo. De Pompeia, com o SESC Pompeia e o Allianz Parque como referência, o trajeto é de poucos minutos. Higienópolis, Santa Cecília e Pacaembu ficam a uma curta distância de carro ou aplicativo. Quem vem de Sumaré, Barra Funda e Lapa conta com o metrô e as avenidas principais, e moradores da Vila Madalena e de Pinheiros encontram em Perdizes um ortopedista de ombro próximo, sem precisar atravessar a cidade com o ombro dolorido.
Entre os convênios aceitos estão Bradesco Saúde, Unimed Seguros, Cassi, Omint, Notredame, Mediservice, Cabesp, Geap, Allianz Saúde e dezenas de outros planos. A lista completa está em suort.com.br/convenios.php, e a confirmação de cobertura pode ser feita direto pelo WhatsApp (11) 97157-4944. A clínica funciona de segunda a quinta das 7h às 19h e sexta das 7h às 18h, com agendamento também pelo telefone (11) 3868-5566. Quem ainda tem dúvida se o caso é para especialista pode ler quando procurar um ortopedista de ombro.
O que é luxação acromioclavicular? Luxação acromioclavicular é a perda do encaixe entre a ponta externa da clavícula e o acrômio, a parte da escápula que forma o teto do ombro. Acontece quase sempre por queda direta sobre o ombro, típica de ciclistas, motociclistas e praticantes de esportes de contato. A clavícula sobe e forma um degrau visível na parte de cima do ombro.
Quais são os graus da luxação acromioclavicular? A classificação de Rockwood divide a luxação acromioclavicular em seis graus. Os graus 1 e 2 são lesões parciais dos ligamentos, tratadas com tipoia e fisioterapia. Os graus 4, 5 e 6 são deslocamentos completos com grande desvio, que costumam ser operados. O grau 3 é a zona cinzenta, em que a decisão depende do braço dominante, da profissão, da idade e da resposta ao tratamento conservador.
Luxação acromioclavicular precisa de cirurgia? A maioria não precisa. Os graus 1, 2 e boa parte dos graus 3 evoluem bem com tipoia por duas a três semanas e fisioterapia. A cirurgia é reservada para os graus 4, 5 e 6, para os graus 3 em atletas de arremesso ou trabalhadores braçais, e para quem seguiu o tratamento conservador e continuou com dor ou fraqueza.
O calombo no ombro depois da luxação acromioclavicular some? No tratamento conservador, o degrau tende a permanecer, porque os ligamentos rompidos não voltam a segurar a clavícula na posição original. Ele costuma ser apenas estético e não impede que o ombro recupere força e movimento completos. Quem incomoda muito com a deformidade pode discutir a reconstrução cirúrgica, mas a aparência sozinha raramente justifica operar.
Quanto tempo leva a recuperação da luxação acromioclavicular? Nos graus 1 e 2, a dor melhora em duas a quatro semanas e o retorno ao esporte acontece entre seis e doze semanas. No grau 3 conservador, o prazo é parecido, com fisioterapia mais longa. Após a cirurgia, a tipoia fica por cerca de seis semanas e o retorno completo ao esporte leva de quatro a seis meses.
Luxação acromioclavicular é a mesma coisa que ombro deslocado? Não. O ombro deslocado, ou luxação glenoumeral, é a saída da cabeça do úmero da cavidade da escápula, e precisa ser recolocado no lugar com urgência. A luxação acromioclavicular envolve a articulação entre clavícula e acrômio, na parte de cima do ombro, e não exige redução na emergência. São lesões diferentes, com tratamentos diferentes.
Veja também: Luxação e Instabilidade do Ombro | Lesão do Manguito Rotador | Artrose Acromioclavicular | Especialista em Ombro em São Paulo | Fisioterapia Ortopédica em Perdizes
Seja qual for a sua necessidade, na Suort você sempre será atendido de uma maneira profissional e humana, com toda a atenção que você merece.
Agende sua consulta