O tendão patelar é a estrutura que conecta a patela (rótula) à tuberosidade anterior da tíbia. É ele que transmite a força do quadríceps femoral para a perna, produzindo a extensão do joelho o movimento que acontece toda vez que você corre, sobe um degrau, levanta de uma cadeira ou salta. Quando esse tendão é submetido a cargas repetitivas acima da sua capacidade de adaptação, desenvolve-se a tendinite patelar, também conhecida como joelho de saltador.
A tendinite patelar atinge preferencialmente a faixa etária dos 20 aos 40 anos e é uma das lesões mais comuns em praticantes de corrida, crossfit, basquete, vôlei e futebol. Estudos indicam que até 20% dos atletas profissionais de basquete desenvolvem a condição ao longo da carreira. Na população geral, a prevalência é de aproximadamente um caso a cada mil pessoas por ano número que cresce conforme aumenta a prática de atividade física sem orientação técnica adequada.
Pacientes de Perdizes, Vila Madalena, Pinheiros e Pompeia que frequentam academias da região chegam à SUORT com essa queixa regularmente. O padrão é quase sempre o mesmo: dor pontual abaixo da rótula que começa como incômodo no treino e evolui, quando não tratada, para dor constante que interfere até nas atividades cotidianas simples como descer escadas.
"Tendinite" é um termo popular que tecnicamente descreve inflamação aguda do tendão. O que os exames de imagem mostram na maioria dos casos crônicos, no entanto, é uma tendinopatia: degeneração das fibras de colágeno do tendão, sem inflamação ativa significativa. Essa distinção importa muito para o tratamento.
No processo inflamatório agudo, anti-inflamatórios e repouso fazem sentido. Na tendinopatia crônica que é o que a maioria dos pacientes com "tendinite patelar" de meses de evolução realmente tem repouso prolongado e anti-inflamatórios não resolvem o problema. O tendão degenerado precisa de carga progressiva controlada para regenerar suas fibras de colágeno. É por isso que o exercício excêntrico supervisionado é o tratamento de maior evidência científica para a tendinopatia patelar crônica, e não o descanso.
Pacientes de Higienópolis e Santa Cecília que chegam à SUORT após meses de repouso total sem melhora quase sempre têm tendinopatia crônica e a primeira notícia que recebem é que o repouso foi a escolha errada. A segunda é que, com fisioterapia correta, a recuperação ainda é possível.
A tendinite patelar é uma lesão por sobrecarga. Não há um trauma único ela se instala quando o tendão acumula microlesões mais rápido do que consegue se reparar. Os principais fatores que contribuem para isso:
O sintoma cardinal da tendinite patelar é a dor pontual e localizada no polo inferior da patela, exatamente onde o tendão patelar se insere na rótula. Essa localização precisa é o que diferencia a tendinite patelar de outras causas de dor anterior no joelho, como a condromalácia patelar (que dói atrás da rótula) ou a bursite infrapatelar (que dói abaixo do tendão).
Os sintomas evoluem em quatro graus clínicos:
Graus 1 e 2 respondem bem a fisioterapia com modificação de treino. Grau 3 exige afastamento do esporte e reabilitação estruturada. Grau 4 pode exigir cirurgia. Qualquer dor que persista por mais de duas semanas ou que evolua de grau merece avaliação. Agende pelo WhatsApp (11) 97157-4944.
O diagnóstico da tendinite patelar é clínico na maioria dos casos: a dor à palpação do polo inferior da patela, associada ao histórico de atividade física e ao padrão de piora com agachamento e salto, é suficiente para o diagnóstico na consulta. A imagem é solicitada para estadiar a gravidade e afastar diagnósticos diferenciais.
Na SUORT em Perdizes, o ortopedista e o fisioterapeuta avaliam o joelho juntos na consulta inicial, o que permite sair com o diagnóstico preciso e o protocolo de reabilitação já definido no mesmo atendimento.
O tratamento de maior evidência para tendinite patelar é o exercício com carga progressiva supervisionado, especialmente o protocolo de exercícios excêntricos descrito por Alfredson e adaptado para o tendão patelar. Estudos publicados em periódicos indexados mostram recuperação completa em 6 a 12 semanas nos casos agudos com esse protocolo.
O programa de fisioterapia para tendinite patelar na SUORT inclui:
Pacientes de Sumaré, Lapa e Barra Funda que chegam à SUORT em grau 2 ou 3 costumam ter retorno ao treino de corrida em 8 a 12 semanas com esse protocolo. A manutenção de fortalecimento preventivo após a alta é o que garante que a tendinite não volte.
A cirurgia para tendinite patelar é rara. Está reservada para dois cenários específicos:
Quando indicada, a cirurgia é feita por artroscopia ou miniaberta, com desbridamento das áreas degeneradas do tendão e estimulação da regeneração. A fisioterapia pós-operatória é obrigatória e fundamental para o resultado.
Dor na frente do joelho é uma queixa comum que pode ter várias origens. Os três diagnósticos mais frequentes na faixa etária de 20 a 45 anos são:
Os três respondem bem à fisioterapia, mas com protocolos diferentes. O diagnóstico correto na primeira consulta evita semanas de tratamento inadequado. Veja também Dor no Joelho e Fisioterapia para Joelho em Perdizes.
A SUORT Clínica Integrada fica na Rua Cayowaá, 2066, em Perdizes, na zona oeste de São Paulo. Pacientes de Perdizes, Pompeia, Higienópolis, Vila Madalena, Pinheiros, Lapa, Barra Funda, Santa Cecília, Sumaré e Pacaembu encontram na clínica ortopedista, fisioterapeuta e toda a estrutura de reabilitação necessária para tratar a tendinite patelar do diagnóstico ao retorno ao esporte, com atendimento por mais de 50 convênios.
Convênios aceitos incluem Allianz, Bradesco Saúde, Cabesp, Cassi, Caixa Econômica Federal, Fundação Cesp/Vivest, Geap, Mediservice, Metrus, Notredame, Omint, Unimed Seguros e Amafresp, entre outros. Verifique em Convênios ou ligue: (11) 3868-5566.
O que é tendinite patelar?
Inflamação ou degeneração do tendão patelar, que conecta a rótula à tíbia. Causa dor abaixo da rótula ao correr, pular, agachar ou subir escadas. Também chamada de joelho de saltador.
Tendinite patelar tem cura sem cirurgia?
Sim, na grande maioria dos casos. Fisioterapia com exercícios excêntricos é o tratamento de maior evidência, com recuperação em 6 a 12 semanas nos casos agudos.
Quanto tempo leva para melhorar?
Casos agudos: 6 a 12 semanas. Tendinopatias crônicas: 3 a 6 meses com reabilitação estruturada.
Posso continuar treinando com tendinite patelar?
Depende do grau. Dor que piora durante o treino ou persiste depois exige avaliação ortopédica antes de continuar.
Tem ortopedista especialista em joelho com convênio em Perdizes?
Sim. SUORT Clínica Integrada, Rua Cayowaá, 2066, Perdizes. Mais de 50 convênios. Tel: (11) 3868-5566.
Ondas de choque funcionam para tendinite patelar?
Sim. Há evidência publicada de eficácia para tendinopatia patelar crônica, especialmente combinada com fisioterapia supervisionada. Disponível na SUORT em Perdizes.