Carla trabalha como gestora financeira em Perdizes. Nas reuniões longas, apoiava o cotovelo na mesa e segurava o celular por horas enquanto tomava notas. Há alguns meses, o dedo mindinho começou a dormir. Primeiro foi só durante as ligações. Depois virou rotina de madrugada, acordando com o braço formigando. Quando percebeu que estava deixando copos cair e com dificuldade para abrir embalagens, finalmente procurou ajuda. O diagnóstico foi síndrome do túnel cubital, e o tratamento resolveu sem cirurgia em dez semanas.
Essa história é mais comum do que parece. A síndrome do túnel cubital é a compressão do nervo ulnar na altura do cotovelo, e representa a segunda neuropatia por compressão mais frequente do membro superior no Brasil, atrás apenas da síndrome do túnel do carpo. Ela não afeta só quem faz esforço físico intenso: atinge especialmente quem trabalha em frente ao computador com cotovelos apoiados na mesa, quem usa muito o celular e quem tem o hábito de dormir com os braços dobrados.
Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia de Ombro e Cotovelo (SBCOC), as neuropatias compressivas do membro superior respondem por cerca de 10% de todas as consultas ortopédicas no país. Dados publicados no Journal of Hand Surgery indicam que o diagnóstico tardio da síndrome do túnel cubital está diretamente associado a um pior prognóstico funcional, mesmo após tratamento cirúrgico adequado, o que reforça a importância do reconhecimento precoce dos sintomas.
O Dr. Sérgio Rowinski, ortopedista especialista em cotovelo da SUORT Clínica Integrada em Perdizes, é formado pela Escola Paulista de Medicina da UNIFESP e membro ativo da SBCOC. Com mais de 20 anos de prática e aproximadamente 2.000 cirurgias realizadas, ele ensina sobre patologias do cotovelo não só nos consultórios de São Paulo, mas em treinamentos internacionais do programa Shoulder Planet na Índia e na Argentina. A conduta que ele aplica aqui é a mesma que exporta para cirurgiões do mundo todo: examinar com rigor, tratar de forma conservadora sempre que possível e operar apenas quando a indicação é incontestável.
O nervo ulnar é um dos três nervos principais do braço. Ele percorre o lado interno do braço, passa por um túnel estreito na face medial do cotovelo, o túnel cubital ou canal de Osborne, e segue até a mão, onde inerva os dedos mindinho e a metade interna do anelar, além dos músculos intrínsecos que controlam a coordenação fina dos dedos.
Esse túnel é o ponto de maior vulnerabilidade do nervo ulnar por dois motivos: o espaço disponível é naturalmente pequeno, e cada vez que o cotovelo é dobrado, o nervo precisa se esticar para acompanhar o movimento. Quando essa situação se repete por horas todos os dias, o nervo começa a acusar o estresse. Primeiro com formigamento intermitente. Depois com dormência. Por fim, com fraqueza muscular.
A distinção que o Dr. Sérgio faz questão de esclarecer nas consultas é que a síndrome do túnel cubital não é a mesma coisa que "braço que dormiu" após uma posição ruim. "O braço que dorme e melhora em segundos depois de mudar de posição é uma compressão posicional transitória", ele explica. "A síndrome do túnel cubital é uma compressão estrutural progressiva. O formigamento dura mais tempo, aparece com frequência, começa a incomodar durante atividades simples. Esses são sinais que pedem investigação." É a mesma clareza que ele transmite nos treinamentos que ministra para médicos residentes em São Paulo: correlacionar a história clínica do paciente com o exame físico antes de concluir qualquer diagnóstico.
Os sintomas da síndrome do túnel cubital se instalam de forma gradual. Muitas pessoas ignoram os sinais iniciais por meses, até que a limitação funcional se torna impossível de contornar. Reconhecer o padrão cedo é o que permite resolver sem cirurgia.
Um padrão muito relatado em Perdizes, Higienópolis e Pacaembu, onde há grande concentração de profissionais que trabalham em home office, é o formigamento que aparece durante ligações longas com o celular apoiado no ombro ou seguro com o cotovelo dobrado. Outro sinal comum é a dormência que acorda o paciente à noite porque ele dormiu com o braço dobrado sob o travesseiro. Diferente da síndrome do túnel do carpo, onde sacudir a mão resolve, na síndrome do túnel cubital o alívio vem ao estender o cotovelo.
Na prática clínica do Dr. Sérgio Rowinski, a síndrome do túnel cubital raramente tem causa única. O que se vê é um conjunto de fatores que, somados ao longo do tempo, criam uma situação de compressão progressiva do nervo ulnar:
Cotovelo apoiado por longos períodos: apoiar o cotovelo na mesa, na janela do carro ou na borda da cadeira pressiona diretamente o nervo ulnar sobre a saliência óssea do cotovelo. Pessoas que trabalham mais de seis horas sentadas com cotovelos em superfícies duras têm risco aumentado.
Manter o cotovelo dobrado repetidamente: falar ao telefone, usar o mouse com o cotovelo fletido, praticar esportes de arremesso. Cada vez que o cotovelo dobra, o nervo se estica dentro do túnel. Com repetição excessiva, esse estiramento acumula microlesões.
Histórico de trauma no cotovelo: fraturas antigas, luxações ou artrose podem alterar a anatomia do túnel cubital e estreitar o canal onde o nervo passa. O Dr. Sérgio investiga o histórico de lesões do cotovelo em todos os pacientes com suspeita de síndrome do túnel cubital, porque essa relação é frequentemente subestimada.
Instabilidade anatômica do nervo ulnar: cerca de 16% da população tem um nervo ulnar que escorrega para fora do túnel ao dobrar o cotovelo. Esse deslizamento repetido cria um atrito que acelera o processo inflamatório. Alguns pacientes relatam sentir o "estalo" do nervo a cada vez que dobram o cotovelo.
Uso de fluoroquinolonas: antibióticos como ciprofloxacino e levofloxacino estão associados a maior vulnerabilidade dos nervos periféricos à compressão. Pacientes que fizeram uso recente desses medicamentos e desenvolveram formigamento no cotovelo devem informar o ortopedista.
O diagnóstico da síndrome do túnel cubital na SUORT segue o protocolo que o Dr. Sérgio Rowinski chama de "os 3 pilares da consulta": ouvir o paciente em profundidade, examinar com rigor antes de pedir qualquer exame, e só então confirmar com imagem ou neurofisiologia quando necessário.
Na primeira etapa, o ortopedista investiga quando os sintomas começaram, em quais posições aparecem ou pioram, qual é a rotina de trabalho e sono do paciente, se há histórico de trauma no cotovelo e se faz uso de medicamentos associados à neuropatia. Esse mapeamento já permite levantar hipóteses precisas antes do exame físico.
No exame físico, o Dr. Sérgio aplica o Teste de Flexão do Cotovelo: o paciente mantém os cotovelos em flexão máxima por 60 segundos. Reprodução do formigamento nos dedos mindinho e anelar nesse período é o sinal mais sensível para a síndrome do túnel cubital. O ortopedista também avalia a sensibilidade dos dedos, a força muscular das pinças e a estabilidade do nervo ulnar no túnel ao dobrar o cotovelo.
A eletroneuromiografia (ENMG) é o exame que confirma o diagnóstico e mede a velocidade de condução do nervo ulnar no ponto de compressão. Ela orienta a decisão entre tratamento conservador e cirúrgico: um resultado levemente alterado direciona para fisioterapia; um resultado com bloqueio de condução significativo pode indicar cirurgia. "O exame físico diz onde está o problema. A eletroneuromiografia diz o quanto o nervo já foi afetado", explica o Dr. Sérgio, que aplica esse mesmo raciocínio diagnóstico nos treinamentos que ministra para cirurgiões na Índia, onde já realizou mais de 20 procedimentos complexos de membro superior.
A radiografia do cotovelo identifica artrose e deformidades ósseas antigas. O ultrassom do nervo ulnar permite visualizar o espessamento do nervo e a instabilidade dinâmica em tempo real durante o movimento.
A filosofia do Dr. Sérgio Rowinski é clara: a cirurgia é o último recurso. Não por cautela excessiva, mas porque a evidência científica e sua experiência com mais de 2.000 procedimentos mostram que o tratamento conservador bem conduzido é suficiente para a grande maioria dos casos de síndrome do túnel cubital.
Modificações posturais e ergonômicas são o ponto de partida. Evitar cotovelo apoiado em superfícies duras, usar suporte para o antebraço ao digitar, não cruzar os braços por longos períodos e não dobrar o cotovelo ao falar ao celular. Mudanças simples que, implementadas logo no início, podem resolver casos leves sem necessidade de qualquer intervenção adicional.
Órtese noturna de extensão do cotovelo é um dos recursos com maior evidência para os casos leves a moderados. A órtese mantém o cotovelo levemente estendido durante o sono, impedindo que o nervo ulnar seja comprimido e esticado por horas seguidas. Um estudo publicado no Journal of Hand Surgery mostrou melhora dos sintomas em mais de 60% dos pacientes com síndrome do túnel cubital leve após seis semanas de uso consistente da órtese noturna.
Fisioterapia com mobilização neural complementa o tratamento. O fisioterapeuta orienta exercícios de deslizamento do nervo ulnar dentro do túnel, que reduzem a aderência ao redor do nervo e melhoram a condução do impulso nervoso. Fortalecimento dos músculos intrínsecos da mão ajuda a recuperar a coordenação fina comprometida. Saiba mais sobre a fisioterapia ortopédica em Perdizes disponível na SUORT.
Cirurgia é indicada quando o tratamento conservador por 3 a 6 meses não resolveu os sintomas, quando há fraqueza muscular progressiva ou quando a eletroneuromiografia mostra comprometimento grave da condução nervosa. O procedimento descomprime o nervo no túnel cubital. Nos casos com instabilidade do nervo, a transposição anterior move o nervo ulnar para uma posição com mais espaço e sem atrito. Para entender mais sobre o processo de recuperação, acesse nosso artigo sobre como acelerar a recuperação pós-cirurgia ortopédica.
O que diferencia a abordagem do Dr. Sérgio de uma indicação cirúrgica precipitada é a correlação entre clínica e neurofisiologia. "Paciente com formigamento leve e eletroneuromiografia pouco alterada não vai para a cirurgia", ele afirma. "Paciente com fraqueza progressiva e bloqueio de condução importante, sim. A decisão é técnica, não de comodidade." Essa é a mesma conduta que ensina aos médicos residentes que orienta em São Paulo e aos cirurgiões que treina na Argentina.
A síndrome do túnel cubital pode coexistir com outras condições do cotovelo. O ortopedista avalia o cotovelo como um todo, não apenas o nervo ulnar.
A epicondilite medial e a epicondilite medial do cotovelo causam dor na face interna do cotovelo, mas não formigamento nos dedos, o que ajuda na diferenciação. A epicondilite lateral (cotovelo de tenista) afeta o lado externo. Quando as condições coexistem, o tratamento é coordenado. Para quem quer entender mais sobre condições do cotovelo, acesse também nosso artigo sobre cotovelo de tenista e como tratar.
Em pacientes com sintomas que sobem pelo braço em direção ao pescoço, o Dr. Sérgio considera o fenômeno de "duplo esmagamento", em que o nervo ulnar está comprimido em dois pontos ao mesmo tempo: no cotovelo e na coluna cervical. Nesses casos, tratar apenas o cotovelo não resolve o quadro completo.
A SUORT Clínica Integrada fica na Rua Cayowaá, 2066, em Perdizes, zona oeste de São Paulo. Quem mora em Higienópolis chega pela Avenida Angélica em menos de dez minutos. Moradores de Pompeia, Pacaembu, Sumaré e Santa Cecília têm acesso direto pela Rua Cardoso de Almeida. Quem está em Vila Madalena, Pinheiros, Lapa ou Barra Funda chega pelo metrô (estações Sumaré e Barra Funda) ou de carro em trajeto curto.
O ortopedista responsável pelo atendimento de cotovelo na SUORT é o Dr. Sérgio Rowinski, formado pela Escola Paulista de Medicina da UNIFESP, com especialização em Cirurgia de Ombro e Cotovelo concluída em 2005 na mesma instituição. Membro ativo da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Ombro e Cotovelo (SBCOC), o Dr. Sérgio atua como faculty internacional do programa Shoulder Planet (@srplanet), pelo qual já esteve sete vezes na Índia ministrando cursos teóricos e realizando mais de 20 cirurgias complexas de membro superior, e na Argentina conduzindo treinamentos cirúrgicos ao vivo. Ele é também preceptor de estudantes do 5º ano de medicina e de médicos residentes de ortopedia em São Paulo, o que o mantém continuamente atualizado com a literatura e com as técnicas mais recentes da especialidade.
Mais do que o currículo, o que diferencia o atendimento do Dr. Sérgio é a filosofia que ele chama de "Slow Medicine": consultas sem pressa, em que o histórico clínico do paciente é investigado com profundidade antes de qualquer exame ou tratamento. "O formigamento que o paciente sente é um sinal. Meu trabalho é entender de onde vem esse sinal antes de qualquer outra coisa", ele resume. Isso é o que ensina a cirurgiões no Brasil e no exterior, e é o que aplica a cada paciente que chega à SUORT em Perdizes.
A clínica tem mais de 40 anos de história em Perdizes, fundada pelo Dr. Alfredo Rowinski e hoje conduzida com o mesmo padrão de atendimento que consolidou sua reputação na região. Ortopedia, fisioterapia, acupuntura e RPG no mesmo espaço. O ortopedista e o fisioterapeuta trabalham juntos no plano de cada paciente, sem burocracia de encaminhamento.
A SUORT aceita mais de 50 convênios médicos, incluindo Bradesco Saúde, Notredame Intermédica, Cassi, Omint, Geap e Metrus. Para quem não tem convênio, o atendimento particular está disponível com preço acessível. Ligue para (11) 3868-5566 ou use o WhatsApp para confirmar a cobertura do seu plano antes de agendar.
Formigamento isolado no mindinho ao dobrar o cotovelo, sem dor no peito ou dificuldade para respirar, tem origem ortopédica na esmagadora maioria dos casos. A síndrome do túnel cubital é a causa mais provável. No entanto, formigamento no braço esquerdo associado a dor no peito, sudorese fria ou falta de ar é sinal de emergência cardiovascular e exige atendimento imediato no pronto-socorro. O ortopedista faz o diagnóstico diferencial completo na consulta.
Na maioria dos casos sim, com ajustes ergonômicos. O Dr. Sérgio Rowinski orienta os pacientes sobre como modificar a postura ao trabalhar para reduzir a pressão sobre o nervo ulnar sem interromper as atividades. Continuar com os mesmos hábitos que causaram o problema, porém, vai acelerar a progressão da lesão nervosa.
Sim, se não tratada. Quando o nervo ulnar fica comprimido por muito tempo, as fibras nervosas responsáveis pelo controle dos músculos intrínsecos da mão começam a se deteriorar. Esse processo pode deixar sequelas funcionais que não se revertem completamente mesmo após a cirurgia. É por isso que o diagnóstico precoce é fundamental. Quanto mais cedo a compressão é aliviada, mais o nervo consegue se recuperar.
Nos casos com comprometimento leve a moderado do nervo, a melhora começa em semanas após a descompressão. Nos casos com lesão nervosa mais intensa, a recuperação da sensibilidade pode levar de 3 a 12 meses. A fisioterapia pós-operatória acelera o processo. Nos casos em que o nervo estava muito comprometido antes da cirurgia, a recuperação pode ser parcial. Isso reforça a importância de operar antes que o dano seja extenso.
São neuropatias por compressão de nervos diferentes em locais diferentes. A síndrome do túnel do carpo comprime o nervo mediano no punho e afeta polegar, indicador e dedo médio. A síndrome do túnel do carpo costuma causar formigamento que melhora ao sacudir a mão. A síndrome do túnel cubital comprime o nervo ulnar no cotovelo e afeta mindinho e anelar. O formigamento piora ao dobrar o cotovelo e melhora ao estendê-lo. O exame físico do Dr. Sérgio Rowinski distingue as duas condições com precisão na consulta inicial.
Sim. A SUORT Clínica Integrada em Perdizes atende mais de 50 convênios, incluindo Bradesco Saúde, Notredame Intermédica, Cassi, Omint, Geap e Metrus. Consulta ortopédica com o Dr. Sérgio Rowinski, eletroneuromiografia e sessões de fisioterapia podem ser cobertas pelo seu plano. Ligue para (11) 3868-5566 ou fale pelo WhatsApp para confirmar antes de agendar.