Felipe passa oito horas por dia em frente ao computador, em casa, em Perdizes. Quando levanta para o almoço, sente aquela dor funda no lado externo do quadril que demora uns trinta segundos para passar. Nos primeiros meses, ignorou. Depois começou a aparecer também nas caminhadas e ao cruzar as pernas no sofá. Na última semana, acordou com o quadril doendo no lado que dormia. Foi quando decidiu pesquisar o que poderia ser e chegou até um ortopedista.
A dor no quadril ao sentar cresceu nos consultórios de Perdizes, Higienópolis e Pompeia nos últimos anos, impulsionada pelo trabalho remoto. Quem passa muitas horas sentado mantém os tendões e músculos ao redor do quadril em posição encurtada e sob compressão constante. Com o tempo, esse padrão cria inflamação em estruturas que deveriam estar em movimento.
Pesquisa publicada no British Journal of Sports Medicine aponta que pessoas que ficam sentadas mais de seis horas por dia têm risco significativamente maior de desenvolver dor lateral no quadril do que aquelas que se movimentam com frequência. A OMS (Organização Mundial da Saúde) classifica o sedentarismo como um dos quatro principais fatores de risco para doenças musculoesqueléticas crônicas em adultos em idade ativa.
O Dr. Sérgio Rowinski, ortopedista da SUORT Clínica Integrada em Perdizes, formado pela Escola Paulista de Medicina da UNIFESP e membro da SBCOC, recebe pacientes com esse padrão de dor com frequência crescente. Sua abordagem segue o que ele chama de "3 pilares da consulta": ouvir o histórico do paciente com profundidade, examinar com rigor antes de qualquer exame de imagem e só então confirmar com ultrassom ou ressonância. "A dor no quadril ao sentar tem diagnóstico. Não é aceitável dizer que é só falta de alongamento sem examinar", ele afirma.
O quadril é a articulação que conecta o tronco às pernas. Uma estrutura complexa: cabeça do fêmur encaixada no acetábulo da bacia, envolvida por músculos potentes, tendões, bolsas de amortecimento e um anel de fibrocartilagem chamado labrum. Cada uma dessas estruturas pode gerar dor no quadril ao sentar, o que exige diagnóstico individualizado.
Tendinopatia glútea é a causa mais frequente de dor na lateral do quadril em adultos entre 40 e 60 anos, especialmente em mulheres. Os tendões dos músculos glúteo médio e glúteo mínimo se inserem no trocânter maior, a saliência óssea lateral do fêmur. Sentar com as pernas cruzadas, com um quadril mais alto que o outro ou em cadeiras muito baixas cria uma compressão constante sobre esses tendões. Com o tempo, o tecido tendinoso degenera e inflama. A dor é lateral, piora ao levantar da cadeira após longa permanência sentado e ao cruzar as pernas.
Bursite trocantérica é a inflamação da bolsa sinovial que fica entre o tendão glúteo e o trocânter maior. Essa bolsa funciona como amortecedor, e quando inflama, qualquer compressão sobre a região produz dor intensa. Ficar sentado por horas, especialmente em superfícies duras, aumenta a pressão diretamente sobre a bursa. A dor costuma ser descrita como queimação lateral, podendo irradiar para a parte externa da coxa.
Síndrome do piriforme ocorre quando o músculo piriforme, na profundidade do glúteo, comprime o nervo ciático. Causa dor no quadril ao sentar, especialmente em superfícies duras, acompanhada de formigamento ou choque que desce pela coxa. É um dos diagnósticos mais confundidos com hérnia de disco lombar, e o exame físico dirigido é o que diferencia as duas condições. Para entender quando a coluna está envolvida, veja nosso artigo sobre dor nas costas em Perdizes.
Lesão do labrum acetabular acomete o anel de fibrocartilagem que estabiliza o encaixe do quadril. A dor costuma ser profunda, na virilha, piora ao sentar por longo tempo, ao girar o quadril ou ao entrar e sair do carro. Frequente em pessoas com conflito femoroacetabular (FAI), uma deformidade óssea que sobrecarrega o labrum ao longo dos anos. O diagnóstico é feito por ressonância magnética com contraste.
Encurtamento do músculo iliopsoas é muito frequente em quem trabalha sentado. Esse músculo conecta a lombar ao fêmur e é o principal flexor do quadril. Horas de trabalho sentado o mantém encurtado continuamente. Com o tempo, o desequilíbrio muscular gera tração excessiva sobre os tendões da região anterior do quadril, causando dor ao levantar da cadeira ou ao subir escadas.
Artrose do quadril (coxartrose) é o desgaste progressivo da cartilagem articular. Começa com rigidez matinal e dor ao sentar e levantar. Com o avanço, limita a amplitude de movimento e a marcha. Dados da OMS mostram que afeta cerca de 18% dos homens e 28% das mulheres acima de 60 anos. O tratamento conservador é sempre a primeira linha.
Uma dúvida muito comum de quem chega à SUORT com dor no quadril ao sentar é se o problema está no próprio quadril ou na coluna lombar. As duas regiões são anatomicamente próximas e podem gerar sintomas parecidos. O Dr. Sérgio Rowinski usa testes específicos do exame físico para distingui-las com precisão antes de qualquer imagem.
Dor que começa na lombar e desce pela nádega, coxa e perna, seguindo o trajeto do ciático, sugere origem na coluna. Dor concentrada na lateral do quadril ou na virilha, que piora com movimentos específicos do próprio quadril como rotação ou abdução, aponta para origem articular ou tendinosa. Quando as duas situações coexistem, tratam-se as duas. Veja mais sobre a dor lombar para entender quando a coluna está no quadro.
Pacientes de Higienópolis, Pompeia e Sumaré que chegam à SUORT com esse tipo de dor recebem uma avaliação ortopédica que mapeia a origem real do sintoma. Iniciar fisioterapia na região errada por semanas é o erro mais comum que o diagnóstico correto evita.
Nem toda dor no quadril ao sentar exige consulta imediata. Uma dor leve após um dia intenso, que melhora com movimento e desaparece até o dia seguinte, pode ser resolvida com ajustes posturais. Mas quando o padrão se repete ou a dor começa a limitar as atividades, é hora de investigar.
"O quadril é uma articulação que aguenta muito antes de reclamar", diz o Dr. Sérgio Rowinski. "Quando a dor aparece com frequência, o processo já tem algum tempo. Quanto mais cedo avaliamos, mais opções conservadoras temos disponíveis." Essa lógica é a mesma que ele ensina aos estudantes de medicina e residentes que orienta em São Paulo: investigar antes de prescrever, diagnosticar antes de tratar.
O diagnóstico da dor no quadril ao sentar na SUORT começa com uma consulta sem pressa. O Dr. Sérgio Rowinski investiga quando a dor começou, em quais posições ela aparece ou piora, qual é a rotina de trabalho e de exercícios, se há histórico de trauma no quadril ou na coluna e se há outras condições de saúde relacionadas. Esse mapeamento, que ele chama de "Slow Medicine", orienta o exame físico que vem a seguir.
O exame inclui testes específicos para cada estrutura: manobras para identificar dor na bursa trocantérica, no músculo piriforme e no labrum acetabular, avaliação da força dos glúteos e do iliopsoas, e teste de amplitude de movimento do quadril. Com esses dados em mãos, o Dr. Sérgio já tem uma hipótese diagnóstica confiável antes de qualquer exame de imagem.
O ultrassom musculoesquelético é o exame preferido para tendinopatia glútea e bursite trocantérica: permite ver o tendão em movimento, identificar espessamento e degeneração, e realizar infiltrações com precisão milimétrica no mesmo ato. A ressonância magnética é indicada quando há suspeita de lesão do labrum ou conflito femoroacetabular. A radiografia avalia artrose e deformidades ósseas.
O tratamento da dor no quadril ao sentar começa sempre pelo menos invasivo. A cirurgia fica reservada para situações específicas em que o tratamento clínico não foi suficiente.
Fisioterapia ortopédica é o pilar do tratamento conservador. Para tendinopatia glútea e bursite trocantérica, o protocolo inclui fortalecimento dos glúteos com carga progressiva em posições que evitem comprimir o tendão sobre o trocânter. Estudos do British Journal of Sports Medicine mostram que programas de fortalecimento específico dos glúteos superam a fisioterapia convencional e a infiltração isolada no resultado de médio prazo. A fisioterapia ortopédica em Perdizes é integrada ao plano de tratamento desde a primeira consulta na SUORT.
Orientações ergonômicas são parte do tratamento, não complemento. Ajustar a altura da cadeira, usar suporte lombar, não cruzar as pernas, levantar e caminhar a cada hora de trabalho sentado. Essas mudanças reduzem a carga sobre os tendões e bolsas do quadril ao longo do dia.
Infiltração guiada por ultrassom é indicada quando a dor limita a qualidade de vida, especialmente nos casos de bursite trocantérica intensa. O Dr. Sérgio aplica corticosteroide ou ácido hialurônico diretamente na estrutura afetada, com guia de ultrassom em tempo real. O alívio rápido permite que o paciente se envolva na fisioterapia com mais aproveitamento.
Acupuntura complementa o tratamento em casos de síndrome do piriforme e de dor muscular crônica ao redor do quadril. A acupuntura para dor em Perdizes está disponível na SUORT como parte do plano integrado de tratamento.
Artroscopia do quadril é o procedimento minimamente invasivo indicado para lesões do labrum e conflito femoroacetabular sem resposta ao tratamento conservador. Para artrose avançada, a prótese total do quadril oferece alívio duradouro da dor e recuperação da função. Para entender o processo de recuperação pós-procedimento, veja nosso artigo sobre como acelerar a recuperação pós-cirurgia ortopédica.
A SUORT Clínica Integrada fica na Rua Cayowaá, 2066, em Perdizes, zona oeste de São Paulo. Quem vem de Higienópolis chega pela Avenida Angélica em menos de dez minutos. Moradores de Pacaembu, Pompeia e Sumaré têm acesso direto pela Rua Cardoso de Almeida ou pela Avenida Sumaré. Quem está em Santa Cecília, Vila Madalena, Pinheiros, Lapa ou Barra Funda chega pelo metrô (estações Sumaré e Barra Funda) ou de carro.
O ortopedista responsável pelo atendimento na SUORT é o Dr. Sérgio Rowinski, formado pela Escola Paulista de Medicina da UNIFESP, com especialização em Cirurgia de Ombro e Cotovelo concluída em 2005 e mais de 20 anos de experiência clínica e cirúrgica. Membro ativo da SBCOC (Sociedade Brasileira de Cirurgia de Ombro e Cotovelo), o Dr. Sérgio é faculty internacional do programa Shoulder Planet (@srplanet), atuando em treinamentos e cirurgias ao vivo na Índia e na Argentina. Ele é também preceptor de estudantes do 5º ano de medicina e de médicos residentes de ortopedia em São Paulo, o que garante que sua prática clínica esteja alinhada com as evidências mais recentes da especialidade.
A filosofia que orienta cada consulta é a "Slow Medicine": o tempo necessário para ouvir o paciente e investigar o histórico clínico com profundidade antes de qualquer exame ou tratamento. "Dor no quadril ao sentar tem diagnóstico. O que muda é o caminho para chegar lá, e esse caminho começa pela consulta, não pelo exame de imagem", explica o Dr. Sérgio. É a mesma lógica que ele ensina a médicos residentes e que aplica em cada atendimento em Perdizes.
A clínica tem mais de 40 anos de história em Perdizes, fundada pelo Dr. Alfredo Rowinski. Ortopedia, fisioterapia, acupuntura e RPG no mesmo espaço, com comunicação direta entre os profissionais e sem burocracia de encaminhamento.
A SUORT aceita mais de 50 convênios médicos, incluindo Bradesco Saúde, Notredame Intermédica, Cassi, Omint, Geap e Metrus. Ligue para (11) 3868-5566 ou fale pelo WhatsApp para confirmar a cobertura do seu plano antes de agendar.
Não é normal no sentido de esperado e sem solução. É comum em quem trabalha muito tempo sentado, mas é um sinal de que algo precisa de atenção. A rigidez e a dor ao levantar de uma cadeira após longos períodos indicam que músculos, tendões ou bolsas do quadril estão sobrecarregados ou inflamados. Ajustes posturais ajudam, mas o diagnóstico ortopédico é o que define a causa e o tratamento correto.
Pode ter. Quando a dor no quadril ao sentar é acompanhada de formigamento ou choque que desce pela coxa e pela perna, pode indicar compressão do nervo ciático pela síndrome do piriforme ou por hérnia de disco lombar. O Dr. Sérgio Rowinski distingue as duas situações pelo exame físico. Tratar a causa errada por meses é o erro mais frequente nesses casos.
Muito. Cadeira muito baixa ou sem apoio adequado aumenta a pressão sobre os tendões e bolsas do quadril. A posição ideal tem as nádegas no fundo da cadeira, pés no chão e joelhos em ângulo de 90 graus. Usar um coxim de suporte sob o ísquio alivia a pressão direta sobre a bursa trocantérica. O Dr. Sérgio Rowinski e o fisioterapeuta da SUORT orientam os ajustes ergonômicos específicos para cada tipo de dor no quadril ao sentar.
Exercícios gerais de mobilidade e alongamento suave podem ajudar, mas o protocolo específico depende da causa. Para tendinopatia glútea, por exemplo, certos exercícios precisam evitar posições que comprimem o tendão no trocânter, como cruzar as pernas. Fazer os exercícios errados para a causa errada pode piorar os sintomas. O fisioterapeuta da SUORT define o protocolo correto após o diagnóstico.
Não necessariamente. A dor unilateral é mais comum e costuma indicar sobrecarga de um lado por desequilíbrio muscular ou hábito postural. A dor bilateral pode indicar artrose simétrica ou condições inflamatórias sistêmicas. Em qualquer caso, o diagnóstico específico é o que orienta o tratamento.
Sim. A SUORT Clínica Integrada em Perdizes aceita mais de 50 convênios, incluindo Bradesco Saúde, Notredame Intermédica, Cassi, Omint, Geap e Metrus. Consulta ortopédica e fisioterapia costumam ser cobertas pelos principais planos. Ligue para (11) 3868-5566 ou fale pelo WhatsApp para confirmar a cobertura antes de agendar.