A natação é frequentemente apresentada como o esporte ideal para quem tem problemas articulares, porque elimina o impacto dos membros inferiores. Mas o ombro conta uma história diferente. Um nadador amador que treina quatro vezes por semana realiza entre 4.000 e 8.000 braçadas semanais, cada uma com o ombro elevado acima da cabeça e em rotação forçada. Não é à toa que estudos publicados na Revista Brasileira de Ortopedia identificaram dor no ombro em mais de 18% dos nadadores competitivos brasileiros durante competições nacionais, e pesquisas com nadadores federados master encontraram prevalência de dor de 73,8%.
Em Perdizes, Higienópolis, Sumaré, Pompeia e nos bairros da zona oeste de São Paulo com piscinas nos clubes e academias, a dor no ombro do nadador é uma queixa recorrente no consultório do Dr. Sérgio Rovinski na SUORT. O diagnóstico correto muda tudo: a mesma dor que em alguns casos resolve com ajuste técnico e fisioterapia, em outros exige infiltração guiada por ultrassom ou, mais raramente, cirurgia.
A articulação do ombro, chamada tecnicamente de glenoumeral, é anatomicamente instável por design: a cabeça do úmero é muito maior do que a cavidade glenoidal que a recebe, e a estabilidade depende principalmente dos tendões do manguito rotador, dos ligamentos glenoumerais e da musculatura estabilizadora da escápula. Essa configuração permite a maior amplitude de movimento de qualquer articulação do corpo humano, mas ao custo de uma vulnerabilidade estrutural que se torna crítica em esportes de sobrecarga repetitiva.
No nado crawl, que é o estilo com maior incidência de lesões, o ombro passa pela posição de impacto subacromial em cada braçada: o momento em que a mão entra na água e o ombro atinge o máximo de elevação é exatamente o ponto em que o espaço entre o acrômio e a cabeça do úmero se fecha, comprimindo os tendões do manguito e a bursa subacromial. Repita isso 2.000 vezes por treino e a inflamação progressiva do tendão supraespinal é uma consequência previsível.
O Dr. Sérgio Rovinski, especialista em ombro e cotovelo com 20 anos de prática e mais de 2.000 casos operados, explica que o ombro do nadador exige um equilíbrio preciso entre os músculos rotadores externos e internos: quando os rotadores internos, muito solicitados nas braçadas, ficam mais fortes do que os externos e os estabilizadores da escápula, o eixo de rotação do ombro se altera, e a síndrome do impacto se instala. "O bom médico tenta tirar o paciente da faca tudo que der", diz o Dr. Sérgio, e no ombro do nadador essa filosofia se traduz em um protocolo de reabilitação musculoesquelética que frequentemente resolve o problema sem cirurgia.
Síndrome do impacto subacromial é a causa mais comum, especialmente nos especialistas em crawl e mariposa. O tendão do supraespinal e a bursa subacromial ficam comprimidos entre o acrômio e a cabeça do úmero na fase de entrada da mão na água e de saída. A dor aparece durante a braçada, muitas vezes com um arco doloroso entre 60 e 120 graus de elevação do ombro.
Tendinopatia do manguito rotador por sobrecarga é a evolução natural do impacto não tratado. O tendão supraespinal e, em casos mais avançados, o infraespinal e o subescapular desenvolvem alterações degenerativas que podem evoluir para ruptura parcial e, com o tempo, ruptura completa. A ressonância magnética é o exame que define o grau da lesão.
Instabilidade glenoumeral por hiperlassidão ligamentar é comum em nadadores jovens que treinam desde a infância. O excesso de mobilidade, paradoxalmente, predispõe à lesão: a cabeça do úmero translada mais do que deveria durante as braçadas, criando atrito e inflamação. O teste de apreensão é positivo nesses pacientes e diferencia esse quadro da síndrome do impacto.
Lesão SLAP (ruptura do lábio glenoidal superior de anterior a posterior) é mais comum em nadadores de alto rendimento, especialmente após episódio de microtrauma repetitivo. Causa dor profunda no ombro, clique e, em alguns casos, sensação de instabilidade. Exige ressonância com artrocontraste para diagnóstico preciso.
Tendinopatia do cabo longo do bíceps é frequentemente associada às lesões do manguito e do lábio. A dor se localiza na região anterior do ombro, piora com a rotação do antebraço contra resistência e é palpável no sulco bicipital. O Dr. Sérgio Rovinski ressalta que a instabilidade do cabo longo do bíceps em grau avançado tem indicação cirúrgica quase absoluta, mas que a maioria dos casos responde bem ao tratamento conservador com ultrassom guiado.
Nem toda dor no ombro durante a natação exige consulta ortopédica imediata. Dor leve após treino intenso que desaparece em 24 horas pode ser apenas resposta muscular ao esforço. O que distingue uma lesão que precisa de diagnóstico é o padrão: dor que persiste além de 48 horas, dor que aparece em braçadas específicas de forma reprodutível, dor que acorda à noite, perda de força para levantar o braço, ou sensação de estralo ou clique articular.
Outros sinais de alerta incluem dificuldade de alcançar objetos acima da cabeça fora d'água, dor ao dormir do lado afetado, e piora progressiva apesar de redução no volume de treino. Nadadores de Higienópolis, Pompeia, Sumaré e Vila Madalena que chegam à SUORT com esses sinais passam por exame físico completo já na primeira consulta, com possibilidade de solicitar ultrassom ou ressonância na mesma avaliação.
Para agendar: WhatsApp (11) 97157-4944 ou telefone (11) 3868-5566.
O diagnóstico da dor no ombro do nadador começa pelo exame físico. O ortopedista avalia a amplitude de movimento, testa os tendões individualmente com manobras específicas, verifica a estabilidade articular e identifica os pontos de dor à palpação. Essa avaliação clínica já permite na maioria dos casos uma hipótese diagnóstica precisa antes de qualquer exame de imagem.
O ultrassom do ombro tem uma vantagem que a ressonância não oferece: é dinâmico. Enquanto a ressonância retrata o ombro em posição estática, o ultrassom permite ver o tendão funcionando em movimento, entrando e saindo do espaço subacromial enquanto o paciente rotaciona o braço. O Dr. Sérgio Rovinski utiliza ultrassom guiado tanto para diagnóstico quanto para procedimentos, com o paciente acompanhando em tempo real na tela. Isso aumenta a precisão da infiltração e a confiança do paciente no procedimento.
A ressonância magnética é indicada quando há suspeita de ruptura do manguito, lesão SLAP, lesão osteocondral ou qualquer condição que a ultrassonografia não consiga caracterizar adequadamente. Para ombros com histórico de cirurgia prévia, a ressonância com artrocontraste é o padrão.
O tratamento da dor no ombro do nadador segue a mesma lógica que o Dr. Sérgio Rovinski aplica para qualquer lesão de ombro: tentar o conservador antes do invasivo, e o invasivo menor antes do maior. Na prática, isso significa que a fisioterapia é sempre o primeiro passo, a não ser que exames de imagem confirmem uma ruptura completa de tendão, que tem indicação cirúrgica absoluta.
Fisioterapia: o protocolo para ombro do nadador foca em três pilares. Primeiro, fortalecer os rotadores externos e os estabilizadores da escápula, que são os músculos mais deficientes nesses pacientes. Segundo, melhorar a mobilidade da articulação toracoescapular, que muitas vezes está restrita por rigidez capsular. Terceiro, corrigir os padrões de movimento compensatórios que o nadador desenvolveu para "fugir" da dor, e que acabam sobrecarregando outras estruturas.
A equipe de fisioterapia da SUORT, em Perdizes, trabalha com esse protocolo específico para ombro, com sessões individualizadas e comunicação direta com o ortopedista. Pacientes de Santa Cecília, Pacaembu, Lapa e Barra Funda chegam à clínica com convênios como Bradesco Saúde, Cassi, Omint, Notredame, Cabesp e Mediservice.
Infiltração guiada por ultrassom: quando a fisioterapia isolada não é suficiente, ou quando a inflamação está em nível que impede a evolução na reabilitação, a infiltração com corticoide ou ácido hialurônico no espaço subacromial resolve o componente inflamatório e permite que a fisioterapia avance. O Dr. Sérgio utiliza ultrassom para guiar a agulha em tempo real, o que aumenta a precisão e reduz o desconforto. "Nós estamos trocando cirurgias por infiltrações", como disse um médico americano em 2012 e que hoje é realidade na ortopedia de ombro.
Cirurgia: reservada para rupturas completas do manguito, instabilidade com lesão do lábio confirmada por imagem que não respondeu a pelo menos 6 meses de reabilitação, e lesões SLAP sintomáticas. A artroscopia do ombro, técnica de escolha do Dr. Sérgio Rovinski, tem dupla função: terapêutica e diagnóstica. "Você enxerga muito mais com a câmera do que a olho nu", explica o especialista. A maioria dos pacientes tem alta no mesmo dia da cirurgia, o chamado day hospital.
A prevenção da dor no ombro do nadador passa por dois eixos principais: técnica e fortalecimento. No eixo técnico, a entrada da mão na água deve ser feita com o polegar para baixo (não para cima, que aumenta o impacto subacromial), o cotovelo deve entrar alto durante a fase de recuperação aérea, e o rolamento do tronco deve ser suficiente para que o ombro não precise compensar com elevação excessiva. Um profissional de natação ou fisioterapeuta especializado consegue identificar esses erros técnicos que o próprio nadador não percebe.
No eixo do fortalecimento, os exercícios de rotação externa resistida, elevação lateral com resistência e trabalho específico do serrátil anterior e do trapézio médio e inferior são os mais indicados. Esses músculos controlam a posição da escápula e garantem que o espaço subacromial permaneça adequado durante a braçada.
Nadadores que treinam regularmente em piscinas de Perdizes, Higienópolis, Pompeia, Sumaré, Pinheiros e Vila Madalena e sentem qualquer desconforto crescente no ombro devem procurar avaliação antes que a lesão se consolide. "Quem não arruma tempo para cuidar da saúde vai ter que arrumar tempo para cuidar da doença", como o Dr. Sérgio costuma dizer.
A SUORT Clínica Integrada fica na Rua Cayowaá, 2066, em Perdizes, zona oeste de São Paulo. O Dr. Sérgio Rovinski é especialista em ombro e cotovelo, membro da SBCOC (Sociedade Brasileira de Cirurgia do Ombro e Cotovelo) e do Shoulder Planet, com experiência internacional em congressos na Índia, Argentina e Brasil. A clínica oferece ortopedia, fisioterapia e acupuntura integradas, com mais de 50 convênios aceitos.
De Higienópolis, menos de 10 minutos de carro. De Sumaré, a menos de 5 minutos do metrô Sumaré. De Pompeia e do SESC Pompeia até Perdizes, 5 a 8 minutos. De Pacaembu, 10 minutos. De Vila Madalena e Pinheiros, 10 a 15 minutos. De Santa Cecília, Lapa e Barra Funda, de 12 a 15 minutos.
Os convênios aceitos incluem Bradesco Saúde, Unimed Seguros, Cassi, Omint, Notredame, Mediservice, Cabesp, Geap, Allianz Saúde, Metrus, Fundação Saúde Itaú, Assefaz, Amafresp e mais de 40 outros planos. Confira a lista completa em suort.com.br/convenios.php.
Agendamento: telefone (11) 3868-5566, WhatsApp (11) 97157-4944 ou suort.com.br/fale-conosco.php.
Por que a natação causa dor no ombro? Pelo volume elevado de braçadas com o ombro em posição de risco. Um nadador amador realiza 1.000 a 2.000 braçadas por sessão, com elevação acima da cabeça em cada uma delas.
Qual é a lesão mais comum em nadadores? A tendinopatia do manguito rotador por impacto subacromial, especialmente em praticantes de crawl e mariposa.
Dor no ombro na natação tem cura sem cirurgia? Sim, na grande maioria dos casos. Fisioterapia, correção técnica e infiltração quando necessário resolvem os quadros mais frequentes.
Posso continuar nadando com dor? Depende da causa e intensidade. Dor crescente sem diagnóstico é indicação de parar e avaliar. Continuar nadar com dor transforma lesões simples em lesões complexas.
Qual especialista trata ombro de nadadores em SP? O Dr. Sérgio Rovinski, ortopedista especialista em ombro e cotovelo, atende na SUORT em Perdizes com mais de 50 convênios. WhatsApp (11) 97157-4944.
Quantos minutos de Higienópolis até a SUORT? Menos de 10 minutos de carro. De Sumaré, menos de 5 minutos do metrô Sumaré.
Infiltração resolve dor no ombro de nadador? Quando a causa é impacto subacromial ou bursite, a infiltração guiada por ultrassom tem alta taxa de sucesso e evita a cirurgia.
Qual estilo machuca mais o ombro? Crawl e mariposa, por exigirem elevação máxima do ombro acima da cabeça em cada braçada.
Veja também: Lesão do Manguito Rotador | Síndrome do Impacto do Ombro | Infiltração no Ombro | Especialista em Ombro em São Paulo | Fisioterapia Ortopédica em Perdizes