"Doutor, eu tô com um nozinho nas costas." O Dr. Sérgio Rovinski ouve essa frase todo dia no consultório da Clínica Suort. A dor miofascial é uma das queixas ortopédicas mais comuns no Brasil — especialmente em pessoas que trabalham muitas horas no computador ou no celular.
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A palavra miofascial vem de mio (músculo) e fáscia (tecido que envolve os músculos). A dor miofascial é uma condição em que surgem pontos de tensão hiperirritáveis — os pontos-gatilho ou trigger points — dentro do músculo ou da fáscia. Esses pontos ficam cronicamente contraídos, com circulação reduzida, hipersensíveis ao toque, e irradiam dor para regiões distantes da sua localização. É literalmente um nó — não metafórico, mas fisiológico — e não desaparece sozinho com descanso.
A combinação de três fatores cria o ambiente perfeito para a dor miofascial:
O tratamento envolve liberação manual miofascial, agulhamento a seco em casos selecionados, fisioterapia e correção postural. Mas o Dr. Sérgio enfatiza o passo que não pode ser pulado:
"A liberação miofascial é uma tremenda ferramenta. Só que se você solta todo o ponto de tensão muscular e não corrige o desequilíbrio muscular, passa 3, 4, 5 meses e volta de novo."
A liberação trata o sintoma. A causa — desequilíbrio muscular, postura inadequada, gesto repetitivo — precisa ser corrigida pelo fortalecimento. O período após a liberação é a "janela de oportunidade": o momento ideal para iniciar o fortalecimento correto e quebrar o ciclo definitivamente.
Geralmente não. Ressonâncias e ultrassons costumam ser normais na dor miofascial pura — o que às vezes leva médicos menos atentos a descartar o diagnóstico. A normalidade do exame de imagem não significa ausência de problema; significa que o problema está no tecido mole.
Massagens de relaxamento podem trazer alívio temporário, mas não são precisas o suficiente para desativar pontos-gatilho estabelecidos. A liberação miofascial terapêutica é uma técnica específica, com pressão e duração calibradas.
O rolo de espuma tem valor como manutenção e prevenção no dia a dia, mas não substitui o tratamento profissional para pontos-gatilho já estabelecidos.
O Dr. Sérgio Rovinski atende na Clínica Suort, em Perdizes, São Paulo — a uma quadra e meia do metrô Vila Madalena. Teleconsulta também disponível para pacientes de outras cidades.