Você acordou um dia e percebeu que não conseguia mais levantar o braço além de certa altura. Colocar o casaco ficou difícil. O médico falou em "capsulite adesiva" ou "ombro congelado". Este artigo esclarece tudo, com base nas orientações do Dr. Sérgio Rovinski, ortopedista especialista em ombro e cotovelo com 20 anos de experiência na Clínica Suort.
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A cápsula articular é uma membrana que envolve completamente a articulação do ombro. Na capsulite adesiva, essa membrana se inflama, engrossa e forma aderências internas — tecido cicatricial que cola as paredes internas da cápsula. O resultado é um ombro progressivamente mais rígido, que restringe o movimento em todas as direções. É literalmente um ombro que vai congelando.
A fase mais dolorosa. A inflamação está ativa e intensa, especialmente à noite. O movimento vai diminuindo progressivamente — a cada semana o paciente percebe que eleva o braço um pouco menos. A dor é constante e piora com o movimento e na posição deitada.
A dor tende a diminuir, mas a rigidez está no pico. O ombro simplesmente não move. O paciente desenvolve compensações com o tronco e o pescoço, que frequentemente geram dores secundárias nessas regiões.
O movimento começa a voltar espontaneamente. Com tratamento adequado e fisioterapia ativa, esse processo é acelerado significativamente. Sem tratamento, a doença pode durar de 1 a 3 anos.
O diagnóstico é essencialmente clínico. O médico identifica a limitação de movimento passivo (quando o médico move o braço do paciente) em todas as direções — esse é o sinal mais característico e que diferencia a capsulite de outras causas de dor e limitação no ombro. A ressonância confirma e afasta condições associadas.
A boa notícia: a capsulite adesiva tem prognóstico excelente. A maioria dos pacientes recupera amplitude de movimento completa com tratamento adequado.
Sim, na grande maioria dos casos. Com tratamento adequado, a recuperação da amplitude é completa ou quase completa. Mesmo sem tratamento a doença tende a se resolver — mas pode levar até 3 anos e deixar limitação residual.
A fisioterapia bem conduzida respeita a fase da doença. Na fase de congelamento o trabalho é mais suave; na fase de descongelamento pode ser mais intenso. Um bom fisioterapeuta calibra a intensidade para ser eficaz sem provocar inflamação adicional.
A capsulite limita o movimento passivo (quando o médico move o braço) em todas as direções. A lesão do manguito tipicamente preserva o movimento passivo — a limitação é no ativo. Essa diferença no exame físico é o principal elemento de distinção.
O Dr. Sérgio Rovinski atende na Clínica Suort, em Perdizes, São Paulo — a uma quadra e meia do metrô Vila Madalena. Teleconsulta também disponível para pacientes de outras cidades.